Dia 8 – O Verdadeiro Exame À Inclusão

Este tipo de medidas de ensino à distância e a forma como se querem colocar no terreno de forma apressada parece resultar de uma forma de pensamento mágico que desatende as questões tão proclamadas da “inclusão”. Já li declarações absolutamente aterradoras pela forma como menorizam qualquer pretensão de igualdade de oportunidades em prol de uma espécie de excitado projecto de “escola do século XXI” num país com parte substancial da população abaixo do limiar da pobreza e que, com a presente situação económica, irá por certo aumentar.

Onde estão os arautos da “inclusão” quando precisamos deles?

diario

13 thoughts on “Dia 8 – O Verdadeiro Exame À Inclusão

  1. Muito bem, Paulo…

    Já agora, gostava de saber como é que os colegas de Educação Física e de outras disciplinas práticas vão dar as aulas? Ah, pois é… E a componente laboratorial das ciências?

    Outro problema: tenho visto em certos alunos que os trabalhos que me chegam são feitos pelos encarregados de educação (eu nem quero saber…), mas vamos fazer de conta até ao fim que está tudo a correr muito bem?

    Eu acho que era altura de todos nós fazermos a vontade ao Tiaguinho e ao cínico Costa e todos aderirmos ao movimento #passatudo…

    Vamos dar-lhes essa alegria, para eles poderem vir às TVs anunciar o milagre do 100% sucesso!

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  2. Se os estudos se confirmarem deixa de haver exames. E crianças para os fazer. Parece que estudos preliminares apontam para o facto de os homens afectados pelo virús se ficarem pelos preliminares. Mais uma descoberta que mostra como um virús muito experto segue em tudo as melhores histórias de vampiros: é assintomático (invisível), vem de morcegos, está como morto (por isso o sistema imunitário não se defende).

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    1. Valha-nos a venda do Coxa : por enquanto um refúgio razoavelmente seguro, ou por lá não circulassem umas ardentes espirituosas capazes de nos desinfectar por dentro e por fora.

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  3. Mas, mas, mas… “todos” os professores que lecionaram por videoconferência afirmam que não chegaram a todos os alunos (deixemos as razões de lado por um momento), porém gostaram da experiência e estão ansiosos por a continuar.

    Então e os desgraçados que vão ficar para trás (por causa das tais razões)? São os humanos do ensino deixados a morrer?

    Como é aquela espécie de “slogan”? “No…?”

    Não tenho como não o dizer: sinto vergonha alheia.

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