Leituras

Real learning in a virtual classroom is difficult

Let’s go on a tour of a future that we all should be trying to avoid.

Why Remote Teaching Won’t Cut It

I am forced to teach online. Now I’m grieving my classroom and my identity

The Achievement Gap Will Grow

 

tecno

Dia 11 – Está Tudo Mal?

O verbete de hoje para o Educare, que ainda não apareceu, mas que fica aqui desde já, num esforço por ser positivo. E porque tenho outras coisas para fazer.

Não, claro que não está. Há quem ache que eu só apresento problemas em vez de sugerir soluções, que vejo só o negativo. Não é bem verdade porque até fiz propostas muito claras sobre a forma como a preparação do ensino à distância deveria acontecer, sem lançar a carroça encosta abaixo, sem saber se tem travões. Assim como me parece evidente que, em especial para os alunos mais novos e suas famílias, seria importante retirar as dúvidas sobre a realização das provas de aferição. E até já escrevi sobre o que considero serem indicações positivas da DGE acerca da recomendação prioritária pelo low tech. Mas é difícil ver polícias a entregar trabalhos de casa em papel nos últimos dias do período e não pensar como é que essa miudagem pode estar em igualdade de oportunidades com quem tem todos os meios em casa ao seu dispor.

Mas eu também vejo coisas positivas em tudo isto, a começar pela forma como se estabeleceram com bastante rapidez redes de comunicação entre os professores, seja ao nível dos Conselhos de Turma, seja ao nível dos grupos disciplinares, para partilha de materiais e propostas de organização. E escolas e órgãos de gestão que revelaram um evidente bom senso nas exigências de curto prazo. Ainda a tutela estava só preocupada com a opinião pública e as “férias” dos professores e já muita gente tinha feito o que estava ao seu alcance para entrar em comunicação com os encarregados de educação e consultá-los sobre o que poderia ser feito ou que nível de autorização davam para os professores comunicarem directamente com os seus educandos.

E tenho a sensação que, antes de começarem a chegar recomendações tiradas do arco da velha armada em nova, parte substancial dos professores delineou o que fazer com os seus alunos, de acordo com cada nível de escolaridade e não de forma padronizada.

Sim, muita coisa já foi feita e bem. E com bom senso. Uma delas vou tentar praticá-la hoje e descansar. Assim como já disse aos meus alunos que, antes da reavaliação da situação a 9 de Abril, podem estar descansados que não os irei aborrecer com tarefas só para dar a sensação que em modo virtual ainda sou mais eficaz do que em presencial.

E um bom domingo para todos os que lerem esta crónica sem alma pequena.

diario

El@s Nunca Deixaram De Estar Entre Nós

Os ex-titulares de alma e coração ou os neo-titulares de aspiração. No terreno, conhecemo-los desde sempre e não se definem pela idade, como se tenta fazer passar, mas pela “atitude pró-activa”, sempre dois pontos à frente de todos para fazerem parte de grupos de controle, avaliação ou monitorização, desculpem, equipas de trabalho. Há duas variantes principais… quem diz detestar grelhas e burocracias mas corra logo a desenvolvê-las quando as “circunstâncias assim o exigem” e quem nunca deixou de achar que o modelo original de add da “reitora” só pecava por demasiado benevolente.

É a malta que aparece nas redes sociais sempre com disponibilidade para tudo e mais alguma coisa e critica azedamente quem acham quem critica as superiores e esclarecidas orientações da tutela. E reforça que “estamos em pausa lectiva, não em férias” e que acha bem que seja tudo non-stop, provavelmente por terem o seu próprio vazio temporal existencial por preencher. E se não tiverem umas tabelas para aplicar sentem que a vida se esvazia de sentido. É também aquele pessoal que diz que “se usámos sempre os computadores em casa, porque se estão a queixar”, não distinguindo o que é feito por opção pessoal do que é apresentado como se fosse um dever inquestionável da condição docente. É gente que tem muita dificuldade em separar como se usa o tempo e o espaço privado, mesmo quando se está em redes de sociabilidade, e a obrigação de estarmos em modo de domínio público 24/7, numa espécie de neo-servilismo digital.

É gente que lê pouco e pouco variado. E aborrece-se imenso com quem lê mais do que as vulgatas e sebentas dos poderes que estão. Lêem muito as arianas, mas nunca leram os originais. Acreditam que a flexibilidade e diferenciação pedagógicas são portentosas novidades, quando a mim já amareleceram as páginas do que li sobre isso. E há ainda quem faz que esqueceu. E entusiasmam-se com o tele-ensino como se fosse a “oportunidade” para entrar no século XXI, quando em termos conceptuais pararam num limbo sem tempo.

Mas não cedem à vaidade de quererem reconhecida a sua excelência em documento formal e só lamentam não existir cerimónia pública de agradecimento pelos pares menores.

É triste.

Efectivamente.

Os cágados de pernas para o ar.

 

 

A Ler

Via Rui Cardoso:

The Difference Between Emergency Remote Teaching and Online Learning

Outras propostas, via Livresco, em especial relacionadas com os mais vulneráveis à exclusão. Lá fora, a questão tem estado a ser analisada. Por cá, parece que se começa a ter maior atenção e menos pressa.

With Schools Closed, Kids With Disabilities Are More Vulnerable Than Ever

New Strategies in Special Education as Kids Learn From Home

Families of children with special needs ‘are in crisis mode,’ says Milton mother

With classrooms closed, teachers search for positive ways to connect with isolated students

Finger