Se O Professor Marcelo Disse…

… que não haverá aulas presenciais em Abril, não vale muito a pena insistir em provas de aferição em Maio.

Se amanhã acrescentar mais alguma coisinha, as decisões de dia 9 ficam quase esvaziadas e serão apenas a formalização da suspensão e/ou recalendarização das provas finais do Básico e dos exames do Secundário.

profmartelo (1)

11 thoughts on “Se O Professor Marcelo Disse…

  1. É a chamada informação às mijinhas .
    O Prof. gosta de estar sempre na linha da frente.
    O nosso 1° sabe aguentar – se muito melhor … é mais mula.
    O Prof. não consegue guardar um ” segredo “…

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  2. O que os representantes dos diretores e pais têm vindo a afirmar é um disparate sem fundamentação cientifica. Qualquer biólogo ou médico diz-vos o que agora afirmo: O VIRUS NÃO VAI DESAPARECER DA POPULAÇÃO. Muita gente está convencida que o confinamento contribuirá para o virus desaparecer e está imensamente enganada. O diretor de infecciologia do Curry Cabral disse com todas as letras ao jornal Público “a maioria da população será infetada”.
    Portanto, propor aulas em junho e julho ou ter medo do contágio e por isso “os pais não enviam os filhos para a escola”, é um absurdo porque nem nesses meses o virus desapareceu (e portanto haverá perigo de contágio) e nem estar à espera adianta porque em setembro ou dezembro ainda haverá perigo de contágio. Isto é o mais elementar conhecimento de biologia e epidemiologia. (aliás, o historiador mentor do blogue, pode confirmar que na pandemia que se iniciou em 1918, em 1920 ainda existiram surtos no país).
    Por isso, não há mais perigo de contágio começar em maio do que começar em setembro; o que pode haver é menos camas e ventiladores em maio para os casos mais graves (que continuam a ser a minoria dos infetados, os tais 5%) e a estatística continua a indicar que os jovens são muito pouco afetados gravemente.
    As pessoas vão ter de meter na cabecinha, que infelizmente neste país tem de se lidar com a doença e começar exercer o funcionamento normal da sociedade, já que não temos a riqueza de Macau, Singapura ou China, para paralisar e isolar durante meses, e é fantasioso pensar que o virus no final do ano desaparece sem rasto.
    Portanto, não é nada chocante começar as aulas em maio, pelo menos nas disciplinas do ensino secundário sujeitas a exame nacional, podendo-se implementar medidas de distanciamento, porque as escolas têm menos turmas e mais salas disponíveis (iá que o básico terminava o ano presencialmente, ficando entretido a ‘tele-escolar’). E não venham falar no risco de contágio e dos professores velhinhos, porque em setembro esse risco continua a existir, e por isso, o professor velhinho tanto é infetado em maio como em setembro. Para proteger a velhice docente a sério, a escola teria de encerrar no minimo até ao próximo ano, o que é obviamente inviável; e por isso, é um drama o inicio das aulas este ano para todos os docentes envelhecidos, porque o risco de contágio vai estar sempre presente. Portanto a atitude governamental vai ser “prontos-temos-menos-infetados-diários-e-por-isso-se-alguém-envelhecido-for-infetado-temos-cama-para-ele-caso-seja-necessário”, como se isso diminuisse o perigo iminente…

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  3. A China, maior economia do mundo, país de “formigas incansáveis” mantém escolas fechadas em Wuhan, impondo uma quarentena compulsiva a 11 milhões, há três meses… Porque não optaram eles por uma estratégia de mitigação amiga da economia? Fecharam-se por causa de uma simples gripe?
    Este é a análise que se impõe. Os números permitem tudo e o seu contrário, cada país usa estratégias de contagem à medida do controle dos riscos políticos a curto prazo. Os números diários atuais da pandemia na Europa são tão fiáveis como os da China.
    A única coisa que sabemos é que não há material suficiente, testagem suficiente e que a Covid manda para a cama dos hospitais um número alarmante de gente para os recursos médicos disponíveis, colocando uma enorme pressão sobre os serviços de saúde.
    A verdadeira contagem dos mortos virá à posterior e permitirá julgar aqueles que dia a dia nos vão entretendo com gráficos, estudos e estatísticas à medida do interesse de cada um.

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    1. A China tem um ‘poder de fogo’ financeiro equivalente ou superior ao dos EUA e por isso, o governou ‘despejou’ dinheiro em Wuhan para manter o tecido empresarial intacto enquanto estava encerrado compulsivamente.

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  4. #mario silva
    Vamos então correr o risco de nos infetarmos em massa! ? Foi essa a estratégia do Boris e agora. …só que ele terá outros recursos. Que importa que os alunos do secundário sejam menos? Numa turma de 24 ou mais, como separar alunos e docente? Vão fazer turnos?

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    1. O que se está a fazer agora é só impedir essa infeção em massa, mas não a impedir a infeção totalmente. Os alunos e professores em setembro correm risco de contágio? SIM! E então o que se faz? Mantém-se a escola fechada até dezembro ou o ano seguinte? Pessoalmente, não me incomoda e era o epidemiologicamente correto; mas alguém acredita nesse cenário? Só os ingénuos…
      Se agora não têm confiança, então qual a confiança em setembro com as escolas cheias de alunos e docentes? Pessoalmente, tenho tanto receio em maio como em setembro de ser contaminado, e portanto, como se vai separar os alunos e docentes no inicio do ano letivo?
      Se têm medo de contágio agora em maio, então vão continuar a ter durante o resto do ano e seguinte, porque não vai desaparecer esse contágio.

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