5 opiniões sobre “A Ler

  1. Os jornalistas, comentadires e afins deveriam ter pensado nisso qusndo andaram a insultar e a amesquinhar os professores na praça pública. Agora querem batatinhas é? Já te foste.

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  2. “É como se a principal preocupação fosse a de não chatear os professores”.
    Depreendo então que o esquema que está montado é leve para os professores? Um modelo que é estéril à partida para a aprendizagem e que lhe é somado os atropelos à equidade e à violação dos dados?!
    Deixemos agora as questões que formulei que serão sempre secundárias, a maior parte dos professores são bons profissionais. A questão nunca poderá ser colocada desta forma, se a opção A ou B vai chatear, ou não, os professores. Eu sou professor e gosto muito do meu trabalho. E é exatamente por gostar muito do meu trabalho que rejeito o modelo e a forma de como, em muitas escolas, está montado, porque, simplesmente não é trabalho. E se há coisa que abomino é isso mesmo, o fazer de conta que estou a trabalhar. Não, não estou. A entrar no filme estou a prestar uma mau serviço, porque não encontra paralelo nem com o método, nem com a lei. Mais escola, não significa melhor escola.

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    1. Muito bem.
      Faço uma observação suplementar. Os colegas que andam por aí armados em heróis, fazendo algo que não honra a nossa profissionalidade, e que embandeiram em arco quando recebem elogios circunstanciais deviam perceber que a ideia de que há uma gratidão pública generalizada em relação ao esforço que temos feito (uns, todos contentes, outros, como eu, obrigados) deviam ler bem a frase que o Rui aqui destaca no artigo. A nossa imagem não sai melhorada desta crise. Porque não temos cortes salariais, somos privilegiados. Porque solicitamos tarefas e temos sessões síncronas (porque tal nos é exigido), sobrecarregamos insensatamente os alunos e os pais. Porque há problemas de privacidade em termos das plataformas digitais usadas, desprezamos o valor da protecção de dados. Porque alinhamos (alguns, claro, mas a mácula recai sobre todos) em fazer vídeos da treta, dar aulas por videoconferência, fazendo apenas figuras de urso, somos incompetentes.

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  3. As dúvidas avolumam-se neste tempo de incertezas

    Qual o normativo onde se define o número de professores infectados por dia que determinará o re-encerramento das escolas? É como no futebol, onde se não houver quorum acaba o jogo? e para manter o distanciamento dos pré-sociais o uso de trelas será obrigatório na reabertura do pré-primário?

    Há algum estudo que compare a relação entre os resultados dos testes PISA e o número de infectados por país? Se não há, como vão estipular quais os países que deverão reabrir as escolas em primeiro lugar?

    Se o argumento para reabrir as actividades é que não é possível mantê-las fechadas, porque isso afecta o PIB e mata à fome, podemos deduzir que já não será possível voltar a fechar depois de reabrir? Ou a fome desaparece se os óbitos voltarem a aumentar?

    E já agora, como entregar online as facturas de telecomunicações para reembolso? Usa-se o site da ADSE? O da Finanças? O do One World Together at Home?

    Se as plataformas são inseguras, os telemóveis rastreáveis, os emails pirateáveis, os cartões de crédito clonáveis, deveria o ME bloquear o acesso a tais coisas, nomeadamente na rede Min-Edu?

    E a praia, como vai ser? Monokini e máscara? Protectores solares com filtro burka-anti-UV e Corona free? Já começaram a testar se basta lavar as mãos com água do mar e areia para eliminar o vírus? Pode-se apanhar o vírus Corona ao sentar na areia numa seringa infectada com hepatite e HIV? Qual é a cor dos calções de banho que protege melhor contra o vírus? E contra o hemorroidal? E a depilação, já alguém se preocupou em estudar se aumenta a possibilidade de contágio? E qual é a cor de bikini mais eficaz para afastar o Zézé Camarinha?

    Os sindicatos estão à espera de quê para colocar estas questões à tutela e ao merceeiro-mor do Pingo Doce?

    O Marques Mendes já se pronunciou sobre o comboio de satélites do Elon Musk que iluminam a noite Lisboeta? Alguém acredita que aquilo é só para dar internéte aos pobrezinhos? E o Paulo Portas, como estava vestido no último Telejornal?

    Se há consenso sobre o facto de o mundo, após a pandemia, não voltar ser o mesmo, que sentido faz continuar a ensinar os mesmos conteúdos e competências? Por exemplo: um professor de Física deverá ensinar que a gravidade começará a puxar para baixo ou continuaremos a constatar que quanto maior é a gravidade das acusações mais se sobe na sociedade?

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  4. Vós não me obrigueis a sair do exílio para falar no Ilhar-ning e Remotamente Tentar Ensinar à Distância. Dava para uma tese. E daquelas. Duas coisas rápidas: o Confraria é um pelintra no twitter, uma no cravo, duas na ferradura. O texto segue o padrão.
    Quanto ao ilhar-ning eu já andava nessas coisas ainda o Feicebuke era um rede social mal amanhada e a Milu tinha chegado há pouco tempo para azucrinar a classe docente. Muito poderia dizer mas fico-me com esta: não é num mês que se elabora um E-learning minimamente decente. E mesmo decente, nem sequer funciona como se pretende.
    Boa sorte com o caos síncrono e a ordem assíncrona . Bem que precisam

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