Dia 33 – Ver Para Crer

(…)

Entretanto, chegando à janela e olhando para o estacionamento da rua, percebe-se que o confinamento está a dar as últimas. Na passada segunda-feira eram raros os lugares livres, hoje são a maioria. A sobreposição de mensagens “topográficas” sobre o “planalto” actual e o “pico” que já passou está a transmitir uma sensação de segurança que faz muita gente sair de casa com menos limitações.

Para terminar, um reparo sobre a presença do ministro da Educação no programa de ontem do Ricardo Araújo Pereira: o enorme nervosismo que se percebia pela tremura das mãos era por ser a sua tentativa de estreia no mundo da comédia sentada?

diario

8 thoughts on “Dia 33 – Ver Para Crer

  1. Não obstante a sua simplicidade e modéstia, há “evidências ” mais que suficientes para nos fazer pensar que o Coxa é um homem avisado e mui atento às modernices em voga.
    A perplexidade que isso do #EstudoEmCasa lhe provocou – para mais associando à coisa as inesperadas e arreliadoras tropelias dos netos e dos filhos do Vacas – fê-lo pensar!
    Arejando a moleira com um instintivo toque no coçado chapéu, teve um repentino pensamento que lacónica e solenemente desvendou junto dos seus traseirenses clientes : ” compadres, se vale tudo, vou instituir o # EstudoNaVenda, porra! ” . E – como se diz – se bem o pensou, melhor o fez .
    Para não maçar a seu atento auditório ( até pela impiedosa canícula da planície) expõe em brevíssimas palavras o seu plano : ” vou meter ao barulho a RTP História da Venda ; vou usar como estúdio o alambique onde descansa o Zorrinho ( o fiel jerico) : e , compadres, em sessões síncronas vou ensinar a produzir aguardente” . E avançou …
    Só que – pobre Coxa – o pior estava para vir : não é que um ” e- ou -tubar” (sic) entra sem pedir licença na videoconferência e lhe boicota o trabalho quando o suor já lhe escorria na testa ?
    Irado, mesmo pouco familiarizado com as funcionalidades, sussurra : ” rais ma partam mas vou pedir ao cabo da Guarda que vá saber quem foi o f,d.p. do chaparro que deu o “lincas” ao ” e-ou- tubar” .
    Aguardemos o resultado…

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  2. Cá por casa, em que há dois professores e três crianças do ensino básico, a experiência está a ser difícil. O agrupamento que as crianças frequentam achou por bem que, no segundo e terceiro ciclos, todas ou quase todas as aulas devem ser por Zoom. Ora, nesta manhã, à complicação de eu e a mãe termos aulas síncronas em simultâneo – por chat, porque usamos o poder discricionário que as nossas direcções consentem com bom-senso – juntou-se a complicação de elas também terem aulas síncronas. Isto obrigou a que os adultos se desdobrassem em técnicos de informática das crianças e professores dos nossos alunos. O pior é que no caso da miúda que está no 3.º ciclo, não foi possível, por problemas técnicos, a participação nas aulas. Uma manhã de stress e choro. Os senhores representantes dos pais nada têm a dizer? É preciso pôr cobro a esta merda!

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    1. Há alunoa perfeccionistas. É o caso. Os pais explicam e contextualizam, mas as crianças de que falo não são adultos nem alunos do profissional,.

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