As Orientações Da DGEstE Para O…

Regresso às aulas em regime presencial (11º e 12º anos de escolaridade e 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário)

Página e meia de introdução desnecessária (caberia o que interessa num simples parágrafo) e depois o recurso repetido à expressão “sempre que possível””, pois é claro e notório que não será sempre possível muito do que ali está. E isso vai criar uma terceira camada de desigualdade de acesso à Educação.

Atente-se na forma como se “empurra” de forma decidida os alunos e famílias para uma decisão, com uma espécie de “chantagem” pouco subtil:

a. A assiduidade dos alunos é registada;
b. Os alunos que não frequentem as aulas presenciais, por manifesta opção dos encarregados de educação, veem as suas faltas justificadas, não estando a escola obrigada à prestação de serviço remoto.

Se o aluno faltar e isso for uma opção da família já se percebeu que é para “queimar”, porque não lhe serão asseguradas condições de desenvolver as actividades e, logicamente, isso terá reflexos negativos na avaliação.

Esta forma de fazer as coisas é feia, para não dizer pior. És livre de decidir, desde que decidas o que queremos. Se não o fizeres, ficas por tua conta e pagarás por isso.

Brilhante!

Stop

 

10 thoughts on “As Orientações Da DGEstE Para O…

  1. Os alunos terão, no mínimo, a nota já atribuída no 2º período, aqueles que ainda almejem subir alguma nota, terão de ir às aulas presenciais, os restantes, bem podem tomar a decisão de não ir à escola e prepararem-se para os exames que vão realizar a expensas próprias. Convenhamos que um mês de aulas com estes constrangimentos todos e sob stress, pouco adiantará, para mais, é incompreensível que os alunos tenham de frequentar todas as disciplinas com oferta de exame o que, no caso de alguns cursos, são quase todas as disciplinas, exceptuando a EF. A entrarem às 10 horas, mantendo a carga horária, significará o dia todo na escola.
    Decisões inaceitáveis, arbitrárias e duvidosas para quem, num quadro de autonomia e flexibilidade, tanto tem pregado contra os exames.
    A quem interessarão estas medidas?
    Dadas as circunstâncias, não será, certamente, aos alunos!

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  2. Eu por acaso acho que a chantagem é sobre os professores, obrigando-os a lecionar no regime presencial e no regime online, atenuando a (inevitável) desigualdade de oportunidades. Porque o regime online não pode acabar após 18 de maio.
    Independentemente do início das aulas presenciais haverá sempre necessidade das aulas remotas, nem que seja por obrigação moral. Mas haverá também por questões mais prosaicas. Por exemplo, um aluno que coabite com alguém infetado, vai à escola ou deve ficar confinado? Um aluno de risco é obrigado a ir às aulas presenciais? Um aluno que viva com alguém de um grupo de risco?
    Qualquer professor sabe que a alternativa tem de estar disponível. Sabe também sobre quem recairá o trabalho adicional.

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  3. Brilhante análise do Maurício Brito no facebook

    Resumo das orientações do ME: façam o que bem entenderem. Mas façam.

    Cortem as componentes lectivas até metade (se quiserem), façam turnos (se preferirem), coloquem todos de manhã ou de tarde (se conseguirem), evitem que as turmas estejam todas ao mesmo tempo na escola (se possível), reduzam os tempos de intervalos (para o tempo que quiserem), procurem que as aulas decorram entre as 10:00 e as 17:00 (se der) e tratem de cumprir com as regras de distanciamento (não cabem todos numa sala? procurem outros espaços, dêem asas à vossa imaginação!). Ou seja, cria-se uma forma de passar para as escolas a responsabilidade do que de mal possa acontecer. Entretanto, os alunos que não queiram vir às aulas presenciais ficam sem essas aulas, ou seja, as faltas estão justificadas mas os alunos perdem a matéria.

    Já agora: as coisas vão funcionar assim em Setembro? Enfim. O que não se faz para que o sector privado possa justificar as mensalidades que cobram.

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  4. Eu acho que ninguém irá perder matéria e isto mais uma vez é para POVO VER…

    Os alunos de 12º não irão ter a materia que falta em exame. Já foi dito. Irá ser opcional.
    Os alunos do 11º para o ano irão ter de certeza, um reforço das matérias dadas nestas 4 semana.

    Só os EE poderão por cobro nisto (se quiserem).

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  5. Já tiveste um Blog que se chamava “A Educação do meu umbigo” não foi um mau título, mas para este (e tantos outros, meu Deus do Céu) não caia mal “A Educação em cima do meu joelho”, claro que passaria a ter outro nome, “sempre que possível”.

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  6. Ai aqui não se pode editar o texto e o anterior não me saiu nada bem… Vá eu reformulo.

    Já tiveste um Blog que se chamava “A Educação do meu umbigo”. Não foi um mau título, mas para estas questões (e tantas outras, meu Deus do Céu) não caía mal “A Educação em cima do meu joelho”, ressalvando obviamente, que o nome pudesse ter alterações … “sempre que possível”.

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