Dia 50 – O Regresso Forçado

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Por hoje, fico-me pelo regresso em modo voluntário à força quando se determina que “os alunos que não frequentem as aulas presenciais, por manifesta opção dos encarregados de educação, veem as suas faltas justificadas, não estando a escola obrigada à prestação de serviço remoto.” O que significa que ou os alunos regressam ou ficam entregues a si mesmos.

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diario

13 thoughts on “Dia 50 – O Regresso Forçado

  1. Talvez possamos sair deste dilema… A escola não é obrigada, mas não está impedida. Então imaginemos:
    1) os pais, conhecedores das condições (ou da falta delas) não permitem que os filhos voltem
    2)sem alunos nas escolas não há aulas presenciais
    3)sem aulas presenciais os professores podem continuar a dar apoio trabalhando à distância…

    A escola não é obrigada, mas dá apoio remoto. É, assim, não, os alunos não ficam abandonados. Abandonados e desprotegidos e num simulacro de aulas presenciais é que ficam se regressarem à escola confinados em salas de aula.

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  2. Os alunos do 11.º ano só terão aulas presenciais às disciplinas em que se façam os exames respetivos.

    As disciplinas trienais apenas têm aulas presenciais no 12.º ano. Os alunos que frequentam estas disciplinas, independentemente, de nelas realizarem exame. O mesmo aplica-se às diferentes ofertas educativas de ensino secundário, com as devidas adaptações”, é sublinhado.

    https://www.noticiasaominuto.com/pais/1473855/alunos-do-11-ano-so-terao-aulas-presenciais-as-disciplinas-com-exame

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  3. O que diz a lei é que frequentam as aulas presenciais às disciplinas em que há oferta de exame, independentemente de o realizarem ou não. Isto significa no 11 ano, em cientifico-humanisticos por ex., que têm que frequentar Físico – Química, Biologia e Filosofia. As restantes serão em regime “remoto”. Como é que isto será viável? Reduzindo a carga lectiva para 50 por cento e obrigando a que os alunos estejam durante a manhã, por exemplo, confinados a uma sala e de tarde estejam on line. Em escolas que sirvam zonas rurais (a maioria) os alunos deslocam – se em transportes… Como tudo se vai conjugar, não sei. Para não falar das condições de segurança e protecção. Após um esforço tão grande de pôr a funcionar um ensino à distância, agora que a adaptação foi conseguida corre-se o risco de deitar tudo à perder.
    Em nome de quê? Qual o bem maior que justifica tantos riscos?

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    1. Há oferta de exame a mais do que essas…Português e Matemática, História… é só no 12º, mas há. Fica dúbia a interpretação. Na minha opinião só não têm a EF

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    2. Em nome da “examocracia”, que condiciona a escolaridade obrigatória de 12 anos, mas que ninguém tem coragem de alterar, nem mesmo o partido da flexibilidade curricular. Haverá interesses na manutenção deste modelo de acesso, mas palpita-me que não serão os alunos da escola pública a defendê-lo intransigentemente, vejamos; talvez o IAVE, os professores explicadores, as escolas privadas, que vivem das notas inflacionadas e do treino para exames, as editoras, muita gente de influência, que teme perder status, clientela e o controle da situação…
      O modelo tornou-se obsoleto e não serve uma escolaridade de 12 anos obrigatória, que tem de ser flexível e equitativa.
      Deverão ser as faculdades a selecionar os seus alunos com os testes e exames que considerem adequados, com regras claras e objetivos bem definidos.

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      1. Se os pais assim o entenderem. As faltas estão todas justificadas. Podem não frequentar o ensino presencial sem consequências.

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    1. Disciplinas para as quais se preveem as aulas presenciais, diria eu. A minha esperança na sensatez ainda não está perdida. A reprodução simples das notícias induz à sua aceitação. Ainda não estamos perante factos consumados. Ainda pode haver uma saída. Na minha escola estamos a fazer tudo o que podemos para evitar esta insensatez com custos enormes e desfasados relativamente ao suposto bem que se pretende ria conseguir.

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  4. Vamos a caminho do abismo e em vez de procurarmos o melhor meio de o evitar parece que andamos a ver os que caem primeiro, os que não aguentam e se atiram logo, os que caem, mas ainda se agarram a um ramo de árvore e ficam a balouçar, os que talvez não cheguem a cair, os que ficam na bordinha, mesmo na bordinha, os que caem já, os que caem à seguir, os que caem este ano, os que caem para o ano. Então, ninguém precisa de cair!!

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