Mais Uns Materiais Sobre O Conectivismo

Atenção ao início… a Educação não se destina a criar melhores googlers ou melhores trabalhadores, etc, etc. (0’50”). É muito mais do que isso.

Gosto de alguém que não assume certezas.

As ideias já têm uns 15 anos… não são extraordinariamente recentes. Mas, pelo menos, são bem mais jovens do que as que andam por aí nas bocas dos cortesãos da tele-flexicoisa.

Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age

Behaviorism, cognitivism, and constructivism are the three broad learning theories most often utilized in the creation of instructional environments. These theories, however, were developed in a time when learning was not impacted through technology. Over the last twenty years, technology has reorganized how we live, how we communicate, and how we learn. Learning needs and theories that describe learning principles and processes, should be reflective of underlying social environments.

Connectivism: Concepts and Principles for emerging Learning Networks

Connectivism: Teaching and Learning

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2 opiniões sobre “Mais Uns Materiais Sobre O Conectivismo

  1. Boa noite, Paulo, sabia muito pouco sobre o conectivismo, vai daí que este teu post ‘obrigou-me’ a ir ler e a estudar umas coisas.

    Fiquei com a ideia que o conectivismo não é bem uma nova teoria pedagógica ou cognitiva. Parece-me que é uma metodologia de trabalho que assenta mais nas novas ferramentas e se anula no caso de haver uma quebra na eletricidade. (Apesar da referência que não me pareceu inocente ao candeeiro a querosene, e à vida social dos pais do Siemens no México…).

    Repara que os programas em espiral nas disciplinas que damos são do tempo do cognitivismo, que ensinas História sabendo que os miúdos aos 12 anos não têm a capacidade de ter uma perspetiva diacrónica da realidade histórica… toca de voltar à espiralzita outra vez.

    Reparei, aliás, que o Siemens, não valoriza minimamente a História, nem a Geografia, valorizará a Sociologia, a Antropologia… Enfim, não haverá por ali uma pedagogia sujeita a padrões ideológicos? (Honestamente, nem sei se será só por aparecer ali o nome do Chomsky que a dúvida me surge.)

    Quando me lembro dos meus primeiros anos de trabalho, recordo-me de algumas experiências por que passei e que, de tão estapafúrdias e dispares entre si, me mostraram que o mundo em que ia entrar era muito sujeito ao disparate, ao modismo e ao snobismo bacoco.

    Comecemos com um disparate:
    Depois de ficar a saber que não tinha tuberculose e que era robusto, -quase um novo Tarzan,- o sistema quis saber se eu era psiquicamente robusto. Vai daí e sujeitou-me a um clinico claramente entediado e constrangido, que me perguntou numa sala de um centro de saúde: ‘Então, a nossa cabecinha? Hum? Isso funciona bem? É doido?’.
    Respondi-lhe: ‘OH doutor, sei lá se sou doido ou não… às vezes penso que sim, outras vezes penso que não!’
    Para meu espanto o médico afiançou-me que então eu estava bom, estava como ele, disse-me.
    Fiquei na dúvida… é que se não estávamos os dois sadios, estaríamos os dois doidos… (Senhor!! as vezes em que eu penso nisto!)

    Colocado, puseram-me a dar aulas a adultos. Com muito gosto dei aulas nos cursos supletivos, e nos cursos gerais. Gostei da experiência e, um dos maiores lamentos que tenho, é que tenham acabado por descredibilizar o ensino de adultos. Um disparate. Um snobismo bacoco.

    Entusiasmado com o meu trabalho, contacto a ferramentaria ao meu dispor. Descobri fascinado do episcópio. Digo a alguém da direção que gostava de ter acesso ao episcópio para mostrar uma figuras do livro do Jahnsen aos alunos. O colega antes de dizer que sim, achou interessante perguntar-me se eu sabia o preço de uma lâmpada para o aparelho. Nem lhe disse mais nada: ‘Deixa-o ficar aí!’ Até hoje ainda não pus um episcópio a trabalhar… Estaria a ser snob? Ter um aparelho para utilizar nas aulas e não o usar porque a manutenção é cara e pode ser assacada ao trabalhador, quanto a mim, é só um disparate, Outro disparate…

    Modismo: Estava na moda, o ‘Minerva’. O projecto Minerva, para os colegas mais novos terem uma ideia, era uma espécie de ‘chá das cinco’ para as nossas colegas mais entradotas na idade e que, excitadíssimas, se achavam super modernaças por aceder à informática. Estavam tão na Moda!…

    Para que fosse evidente que o Minerva era útil, as ditas colegas resolveram em Pedagógico que todas as notas das turmas tinham de ter uma apresentação gráfica.
    Recordo o arzinho com que uma delas me transmitiu essa informação na reunião de DTs…
    Ao fim de meia hora, vi-lhe um enorme esgar de despeito quando lhe dei os gráficos solicitados numa folha quadriculada. Soube depois que as colegas DDT (donas daquilo tudo) tinham feito uma noitada para produzir uns gráficos manhosos… O modismo, o snobismo, o disparate.

    A pergunta que fica. Quando a Internet for obsoleta acaba-se com o conectivismo?

    Reescrevo: Quando me lembro dos meus primeiros anos de trabalho, recordo-me de algumas experiências por que passei e conclui que o mais importante são os alunos e – já agora – somos nós…
    Estarei a ser snob?

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