E Agora? Vou Até À Serra De São Luís Ao Pé Coxinho?

Depois do SE Costa, é o mais costistas dos costistas em exercício na Educação a vir alinhar com a tese do “remedeio”. David Rodrigues vem dizer que vivemos uma “pobre imitação” da escola, depois de muita outra coisa ter sido dita e escrita sobre este ser o verdadeiro caminho para repensar a Educação. Quando o ministro da Economia promete uma enxurrada de meios digitais para as escolas, esta reacção faz-me pensar que algo mais anda a pass(e)ar por aqui. Porque tudo isto já tinha sido percebido há quase um trimestre e tão doutas mentes só agora perceberam que a realidade é o que é? Porque eu ainda me lembro de muita prosa por aí, até no Jornal de Letras onde, todos os meses, fiz o papel de desmancha-prazeres e “velho do Restelo” ao sublinhar o que só agora lhes parece ter ocorrido.

Há uma ou duas teorias que podem explicar esta inversão de marcha na retórica e o abandono do voluntarismo tecnológico da segunda quinzena de Março e todo o mês de Abril, mais umas coisas ainda a salpicarem por Maio dentro (não me esqueci da prédica do David sobre a distinção entre “diferença” e “desigualdade”, como se os críticos do “remedeio” fossem estúpidos). Foi o calor que lhes acelerou os neurónios? Perceberam que continuar assim no próximo ano seria cavar um buraco enorme de onde seria muito difícil sair? Que não chegam formações apressadas da treta e webinars mais ou menos vácuas (ontem, uma colega dizia-me que esteve recentemente três horas a assistir a uma que se poderia resumir em 20 minutos de coisas quase todas conhecidas e repisadas) para avançar destemidamente para o que seria uma absoluta distopia?

Acreditemos que algumas destas personalidades (e aposto que outras aparecerão em breve no mesmo sentido, deixando pelo caminho muita orfandade) ganharam senso. Resta saber se ganharam vergonha na cara.

sinal

 

8 thoughts on “E Agora? Vou Até À Serra De São Luís Ao Pé Coxinho?

  1. Eu acho que esta mudança discursiva, só aparentemente doutrinal, corresponde ao imperativo político de justificar a abertura examoctática das escolas e a reabertura, talvez em pleno, do próximo ano lectivo.

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  2. Se o covid 19 atacar em força, no próximo ano letivo, já está tudo estudado: as escolas não vão fechar pois o E@D foi um remédio que não remediou nada. Toca a trabalhar, nem que os “velhos” comecem a cair como tordos.

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