Não Vai Ser Possível, Pode Mudar De Conversa?

Todos os dias o mesmo, chateia. Não, não é possível com as condições em presença. Basta medirem as áreas e dividirem pelos corpos que as irão ocupar ao mesmo tempo.

E como é, por exemplo, com a entrada e saída de salas com portas quase contíguas, se tudo tem de ser feito entre 5 e 10 minutos?

Não, não é possível. Pronto. Ponto.

Vamos todos fingir?

Namapetece!

A diretora-geral da Saúde esclareceu que, no próximo ano letivo, “sempre que possível deve garantir-se o distanciamento físico entre alunos e alunos ou alunos e docentes ou outros profissionais de pelo menos um metro”.

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Concordo

A acusação do caso BES/GES até foi moderada naqueles que identifica como responsáveis por um dos maiores buracos causados pela genialidade de certos empreendedores privados em Portugal.

Quanto a quem o “saco azul” terá pago quantias maiores ou menores, favores melhores ou piores, é mais do que certo que não saberemos publicamente nunca a extensão do que foi um dos focos maiores da corrupção político.mediática em Portugal desde o 25 de Abril. Há demasiada gente preocupada em ver o seu nome esquecido, para que deixe amigos e conhecidos prestar esse tipo de informação. Mas há pouca gente, com um mínimo de conhecimentos, que não saiba, pelo menos, de umas viagens pagas à conta, de uns favores em empréstimos, de uns negócios que só avançaram porque se retribuiu a simpatia com outras simpatias.

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Que @s Senhor@s Da DGS Não Percebam De Escolas, Eu Entendo…

… já que quem lá passa a maior parte do seu tempo pareça não “processar” o que observa é mais estranho. Ou não.

Fazer horários nas actuais circunstâncias é um trabalho difícil. Há duas possibilidades principais: manter mais ou menos as coisas como estavam no regime presencial, se é que os horários estavam bem feitos ou redesenhar por completo a lógica dos horários e da própria geografia escolar, com horários desfasados e um “zonamento” temático/por ano/ciclo da escola, um pouco como já existiu em construções escolares do passado ou, por exemplo, em algumas EBI.

E depois há aquilo que a maioria está a fazer, pelo que me dizem, que é colocar tudo em blocos de 90/100 minutos e estreitar os intervalos ao ponto da miudagem de 2º ciclo ter apenas 5 minutos para ir à casa de banho, comer/beber qualquer coisa e voltar. Ou ficar em amontoamento à porta das salas. Só quem não conheça a tipologia da maioria das nossas construções escolares, em particular das zonas de acesso às salas de aula e da localização de sanitários e zonas para alimentação, depois do declínio das concepções de “área aberta”, é que pode pensar que intervalos simultâneos de 5 minutos são algo a considerar com seriedade para os alunos mais novos (ou mesmo os outros).

Acham que permitirá algum distanciamento social? E que aqueles curtos minutos de liberdade terão alguma “etiqueta” respiratória?

Pessoalmente, já me espanto com poucas coisas.

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