Uma Declaração Para A Acta Do Pedagógico, Pela Fátima Inácio Gomes

Alguém que tenha consequência. Que não diga isto e aquilo cá fora e depois lá dentro se limite a fazer de eco ou a obrigar os outros a serem eco em órgãos sem qualquer autonomia e cada vez com menos massa crítica. Não é nada “radical” ou “extremista”, descansem. Apenas coerente.

FIGomesCP

18 thoughts on “Uma Declaração Para A Acta Do Pedagógico, Pela Fátima Inácio Gomes

    1. 100% de acordo.
      Já agora, onde andam os representantes de país???
      Não se esqueçam que os alunos levarão o “bicho” para casa…
      Dos diretores não esperem nada além do cumprimento acéfalo das instruções da tutela, para garantirem os tachos.
      Eles estarão protegidos em gabinetes higienizados e sem contacto com alunos e Funcionários.
      Entre eles já comentam, “connosco não vai haver problema, os zecos que se lixem.”

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  1. Começo a achar que este óbvio, aqui muito bem sistematizado, não está ao alcance da mente do ME. Eles não têm grande capacidade de entendimento…
    Até doí ver tanta “asininice”…
    … assim como vai doer o sofrimento que a sua casmurrice acéfala vai desencadear!

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  2. Mas … será que o grupo de professores expostos a maiores riscos irão comparecer ?
    Não creio. Isto vai acabar numa grande barracada .
    Fugir com o rabinho à seringa tem sido a postura da tutela. Do tiaguinho e acompanhantes . O seu lema é ” evitar fazer ondas “. Não revelam preocupação .
    Não se entende.

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  3. É fundamental que, de uma vez por todas, os pais se unem aos professores nas reivindicações. Só assim teremos uma melhor escola.

    Que não haja ilusões. O ME e estes governantes imbecis só se mantêm porque estão montados nas divisões que promovem. Dividir para reinar, estratégia antiga.

    Quando professores, auxiliares, pais perceberem que há mais que os une do que os divide, ganharão a batalha e estes governantes incompetentes serão mandados às urtigas.

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  4. Viva Paulo,
    Um abraço para ti e um grande beijinho para a Fátima e também para a Anabela, tudo colegas que sempre estiveram do lado certo da barricada 🙂
    Quanto às tomadas de posição nos documentos oficiais, é óbvio que são importantes e deviam ser subscritas por muito mais colegas e não apenas pelo autor (1º problema) e, idealmente, deveriam ter eco no ME. Mas para isso acontecer, os senhores diretores deveriam também acompanhar de forma muito ativa, assumida, e radical mesmo, este tipo de reivindicações e não enfiarem o rabinho entre as pernas, na esmagadora maioria dos casos e situações (2º e maior problema). Creio mesmo que nada disto se poderá resolver enquanto não se atacar a sério o grande cancro que se instalou nas nossas escolas… este modelo de gestão!
    Não me levem a mal a provocação, mas creio mesmo que o Paulo, a Fátima e a Anabela seriam excelentes nomes para dar uma pedrada no charco e iniciar esse movimento, certamente muitos outros se juntariam (há por aí muita gente capaz que todos conhecemos) e acho até que o atual subdiretor geral da DGAE poderia dar uma força 😉 No mínimo forçar uma solução mista, em que as escolar pudessem escolher num determinado momento (por mim, pode ser ontem) se querem continuar com o atual modelo, ou alterar para o modelo anterior ou mesmo o anterior ao anterior.
    Vamos a isso?

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    1. Infelizmente concordo.
      Este modelo de gestão e estes diretores são a miséria das escolas. Pior vírus que o corona. Já levaram mais professores aos cuidados de saúde que a covid.
      Mas podemos perder a esperança de que algo mude, pois é isto que o ME quer: comissários políticos e fidelidade canina.

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    2. Caro Ricardo, conheces-me há tempo suficiente para saber que:
      1) Sou muito “imobilista” e os movimentos só daqueles que os “Deolinda” cantaram. Tenho metido em algumas coisas, mas mais como apoio de 2ª linha.
      2) Todos esses “movimentos” são interessantes, em especial se forem feitos em grupo “curto”, por causa dos “submarinos” e “torpedeiros”.
      3) A malta anda desmobilizada e uma boa parte adora a convera mole do SE Costa e seu séquito. Como se costuma dizer, cada um faz com o seu [pi-pi] o que bem entende e há quem goste de ser [pi-pi-pi].

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      1. Viva Paulo,
        É precisamente por te conhecer há já uns aninhos bons que lancei o desafio. Não penso isto só agora, sempre considerei que podes, se quiseres, agitar as águas. E eu acho que as águas precisam mesmo de ser agitadas. E sei, como tu sabes, que há gente muito válida com idêntica capacidade para o fazer, o que seria importante era reunir essas vontades e arrancar. Mas sim, tens razão, é muito complicado, a malta não anda desmobilizada, a malta anda mesmo é completamente acéfala, a ser desrespeitada todos os dias e sem reação. E há ainda outra problema: muita gente diz que tem de ser assim porque agora é assim e pronto. Porque agora é o trabalho de projeto e as coadjuvações e não há outro caminho. Porque é assim que manda o ME e o CP e o Diretor e tem de ser assim. E as bases já nem são consultadas. E eu já tomei imensas posições em atas, tal como a Fátima Gomes fez, mas percebi rapidamente que estou a ladrar a um poste. E isto só poderá eventualmente mudar se um grupo “curto” decidir agitar as águas. E já agora, porque o que é justo tem de ser dito, dou um exemplo de como um grupo “curto”, encabeçado por um rapaz que todos conhecemos e que se chama André Pestana, conseguiu, depois de anos e anos de pequenos protestos e de “grandes lutas” sindicais, abanar, e de tal forma, que as coisas aconteceram mesmo: falo da remoção das coberturas de amianto das escolas, pelo menos, aqui por Sintra. Organizaram-se alguns protestos, pararam-se as aulas, fizeram-se cordões humanos, parecia que esta causa assumida pelo S.TO.P. era apenas mais um fogacho, mas o apertão foi mesmo real e persistente e acabou por ter efeito e as coisas mudaram mesmo! É só um “pequeno” exemplo, que prova que as coisas podem acontecer. Como já aconteceram com o Jorge Costa (espero não estar a confundir o nome) com a norma travão (ainda antes da entrada em cena da ANPC) e o fim da eterna precariedade para milhares de contratados, com o saudoso Paulo Ambrósio e a luta dos contratados pelo subsídio de desemprego, com a luta de 2008/10 que mal ou bem acabou com a divisão da carreira e com a alteração do modelo de avaliação, enfim, tudo isto para dizer que se continuarmos quietos isto só vai piorar. Como sempre, estive, e estou, e estarei, disponível para integrar e ajudar o que for possível fazer, mas os 3 nomes que citei antes, entre outros que me lembro facilmente, como o Prudêncio, o Luís Braga, o Mário Carneiro, (isto sem referir outros velhos companheiros da APEDE), e malta do Umbigo, como o Maurício de Brito e outros que tu conheces melhor que eu, poderiam realmente fazer alguma coisa. Mas sei que não é fácil. Sei que seriam mesmo apenas alguns e que não podem contar com as massas, pelo menos inicialmente, e muito menos com o apoio dos grandes sindicatos (seria sempre impossível sobretudo porque a iniciativa não tinha sido deles, logo era para derreter e queimar o quanto antes), enfim, sei disso tudo, mas que o cancro existe, existe, e que seria importante enfrentá-lo tb sei que sim! Obviamente, e espero que tenhas entendido isso, isto não era nenhuma provocação, apenas li o post, percebi bem o que sente a Fátima (sente o mesmo que eu) e achei que valia a pena comentar, concordando, mas deixando o meu sentimento de que me parece ser preciso ir mais além! Só isso, nada mais que isso!
        Um grande abraço, Paulo!
        PS – Entretanto parece que há um post mais acima em que falas das velhas lutas e referes o meu nome. Já vou ler melhor.

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  5. Ricardo, concordo contigo em praticamente tudo, excepto na ausência de um detalhe que é o “contexto”.
    Na prática, todos os partidos aderiram ao novo modelo de gestão escolar, mesmo os que dizem estar contra. Basta ver alguns (ex) sindicalistas como directores ou cachorros de fila dos poderes locais. Não existe uma frente minimamente alargada que possas usar como interlocutor para “virar” isto… eles podem encenar desagravos e discordâncias mas é tudo mentira. É dar-lhes um cargo e umas horinhas de redução e vês o mais empedernido “democrata” converter-se à lógica do “antes eu do que…”.

    Para além disso, basta veres a Comissão de Educação do Parlamento, pejada de inanidades e operacionais, tipo Porfírio. Por muitos defeitos que tivesse, há dúzia de anos ainda havia por lá meia dúzia de gente que percebia do assunto e não papagueava apenas.

    Por fim… essas causas deram-se em tempos nos quais ainda havia um mínimo de vergonha na cara de alguns governantes. Isso perdeu-se por completo e as excepções são apenas isso e não estão na Educação. Naquela altura, a coisa era azeda, mais ainda havia algum “respeito” quando se estava cara a cara… agora nem fingem que ligam…

    (pormenor apenas em modo de “anedota”… ontem ou anteontem no fbook um “vulto” menor do PS que gosta de meter-se em bicos de pés lá estava a comentar estas coisas das tecnologias e a elogiar o período socrático, quando apareceu o inefável pai Albino a linkar o mais recente artigo do José Sócrates como grande exemplo de visão política…)

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  6. Adenda, adenda… sim, as declarações para as actas servem – sem divulgação pública sequer nas comunidades escolares (em muitas são “segredo”) – apenas para nos demarcarmos da desbunda completa.

    E mesmo para acabar… sabes que não tenho mesmo perfil para andar por aí a agitar as massas como forma de “missão”. Não gosto de ser “missionário” 🙂

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  7. Vou-te contar uma coisa: em todos estes anos de luta, só conheci UM político que respeitei e continuo a respeitar. Curiosamente de um partido em que nunca votei nem votarei: o PS! Vive agora, muito retirado da política ativa, entre as Caldas e Penamacor! Faz falta à nossa democracia! No mínimo, eu subscreveria uma candidatura sua à Presidência da República! Quanto a outros tenho história inenarráveis e chocantes! Nem vale a pena lembrar, é tudo muito triste…
    Abraço!

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  8. E concordo contigo, o contexto é diferente e muito mais fechado, não haverá mesmo interlocutores válidos no campo político, mas como sabes, talvez até melhor que eu, na política como em outras áreas, há por aí muito quem assobie para onde sopra o vento. E se o vento começar a virar, aposto que haverá aí gente com poder de intervenção política a bater no peito e a dizer que o modelo de gestão, como já tinha sido dito em 1400 e troca o passo, tinha insuficiências e fragilidades, e isso até se sabia pela análise SWOT, ou outro qualquer estudo, que encomendaram por acaso o mês passado e tal e coisa e vai de encarneirar… Agora resta saber é se os professores sozinhos conseguem “mover a montanha” para podermos ao menos começar a bolinar numa linha de rumo mais acertada, no que ao modelo de gestão diz respeito.
    Pensando bem, salvo honrosas e escassas exceções, não estou certo que há 10-12 anos atrás, no campo da política, houvesse assim tantos interlocutores realmente dispostos a mudar as coisas. Acho mesmo que foram surpreendidos pela onda de contestação que se levantou quer organizada, quer de gente maluca das ideias, ao ponto de terem de abrir o Parlamento num sábado à tarde, e isto só para dar um exemplo, vivido na primeira pessoa, para receber e ouvir uns zecos porque o Telejornal assim sempre abriria de uma forma mais fofinha e simpática para os partidos e os senhores deputados da Nação…
    Para terminar, continuo a acreditar que… quando um homem sonha… é isso 🙂 Haja mais vontades a reunirem-se e logo se vê o que se poderá ou não fazer!
    Grande abraço e tudo de bom!

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    1. Na altura, ao menos tinham alguma (in)formação. Claro que eram correias de transmissão, só que ficaram muito baralhados e não sabiam como reagir em relação a muita coisa.

      Nos tempos que correm, esta geração é, na maioria, mais nova do que nós e já foram ensinados a fingir que nada é com eles.

      Ainda é possível fazê-los “saltar”, mas nunca enquanto as coisas se mantiveram empastadas num status quo dominado pelos do costume, salvo raros momentos ou excepções.

      Aqueles anos tiveram coisas giras, umas fora do conhecimento público que seria giro juntar se reuníssemos um grupo de malucos da altura… dos que não se converteram ao “sistema” de forma calminha, logo que tudo apertou.

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  9. Há um colega nosso do Algarve que desabafou com graça: ‘Moce, tu nã vês, qu’iste é tude maltinha que é capaz de matar a mãe pa ter um xeleente!’

    Para nossa desgraça, tem toda a razão… O pessoal não só de sujeitou aos ditames dos gurus da gestão do início do século, como se adaptou com sanha às suas regras, É o que há….

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