Todos Os Anos É O Mesmo

Aparece sempre um destaque oportuno do estudo anual da OCDE a dizer que os professores portugueses isto e aquilo, são uns privilegiados que ganham que se fartam e tem montes de regalias. É mais do que evidente que um professor ganha mesmo mais do que outros profissionais com qualificações idênticas… até porque os professores, na sua larga maioria, tiveram de fazer formações pós-licenciatura. Estou mesmo a ver um médico com 30 anos ou mais anos de carreira a levar 1500 euros limpos para casa. Ou um advogado. Ou um engenheiro. Ou um economista, mesmo no mais falido dos bancos.

Mas mesmo que assim fosse, garanto que o mereceria e só tenho pena que estes estudos do Education at a Glance deixem muito a desejar em algumas comparações que fazem sempre com base numa tabela salarial e estrutura de carreira que são uma ficção. Adoro quando eles fazem aquela de colocar um professor com 15 anos de serviço a ganhar pelo 4º escalão, quando quase todos estão no 2º. Mas é o que fazem passar para a opinião pública.

E depois há coisas incompreensíveis, quando a tabela salarial é única para todos os níveis do Ensino Não-Superior. O que quer isto dizer?

Quanto aos salários auferidos, os professores portugueses dos primeiros anos de ensino ficam a ganhar ligeiramente na comparação, mas recebem menos do que a média na OCDE nos níveis de escolaridade mais avançados.

7 thoughts on “Todos Os Anos É O Mesmo

  1. Eu já começo a achar que esses estudos são encomendados pelo governo português e com dados todos alterados para formatar a opinião pública no sentido de se dizer: “vejam como os professores ganham tanto e são uns privilegiados, e ainda se queixam”. Isto realmente tem de ser desmascarado! um professor com 15 anos de serviço no 4.º escalão?!! Só mesmo para rir.

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  2. No seu “estudo” anual, a OCDE compara o vencimento dos professores tendo por base o PIB per capita dos respectivos países. Ora, aqui para nós que ninguém nos ouve, seguindo aquele critério, não haverá muita razão de queixa (infelizmente).

    O que há de totalmente aberrante cá entre nós é a “carreira única”, simplesmente “única”, dentro do rol de países. Assim, em Portugal, seja qual for a qualificação escolar ou académica , seja qual for o nível de ensino onde estão vinculados ou seja qual for o tipo de disciplina ou actividade curricular …todos ostentam o título profissional de Professor (!) .

    Mas há mais : escandalosamente, o estatuto remuneratório aplica -se de forma indiscriminada a todas as “castas” , privilegiando – na prática – aqueles que possuem incipientes habilitações. É a já velha máxima ” não estudasses pá” .

    Em Portugal é assim. Na OCDE, incluindo obviamente os países comunitários, não é assim.

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  3. Estudos encomendados! Dados falseados e falsos fornecidos! Redactores imbecis e acríticos que não verificam os dados! Em suma uma m#rda que não merece respeito…

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