A Teoria Das “Bolhas”

Está em voga e não só por cá. A directora-geral da Saúde voltou a ela para explicar ao povo que deve socializar menos, mesmo em família, quando se juntam pessoas de agregados/núcleos/”bolhas” diferentes. Pois podem trazer contágios de uma bolha para outra.

O que seria engraçado, se não fosse trágico, é que parecem desentender que cada turma/bolha numa escola corresponde ao contacto entre 30 bolhas familiares (de alunos e professores diferentes), renovado todos os dias. É mesmo muita pena que aquelas conferências de imprensa pareçam as conversas em família do antigamente.

11 thoughts on “A Teoria Das “Bolhas”

  1. Quem vive numa bolha é o ME! À custa desta ideia as turmas vão estar na mesma sala sempre, isto como se as salas de uma escola fossem todas boas e tivessem excelentes condições de acústica e material! Outra coisa interessante, os alunos só vão poder estar na escola em tempo que tenham aulas ou para almoçar. Se não tiverem transportes públicos para regressarem a casa ou os pais mão os puderem ir buscar são postos fora da escola? Ficam na rua? Uma escola é isto?!!

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  2. Esta conversa das bolhas tem tido discussoes muito interessantes numa rede social ali ao lado (não é o Parler). Pessoas que tem mais sensatez e inteligencia num dedo do que a DGS toda junta desmontam isso com um modelo simples de conectividade e com algumas não-linearidades por causa dos riscos multiplicativos. Mas nenhum é dos “amigos” do Governo, não tem cartao e são tratados como Cassandras.

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  3. O problema é complicado.
    A sua pseudo resolução muitíssimo difícil.
    Mas não seria necessário fazer esta figura.
    Bolhas , bolas e bolhas … governantes tão fraquinhos.
    Fraquinhos e totalmente desorientados .

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  4. Mas há quem não se importe com bolhas. Vejam: o estabelecimento A tem professores que têm de se deslocar ao est. B, para trabalhar. O est. B não estará pronto para aulas já em setembro fruto de x e y. O que fazem esses profs entretanto? Ficam em casa a preparar o que quer que seja? Não. Dirigem-se ao est. A e ficam lá em determinada instalação até que o est. B esteja em condições de abrir. Em casa, já se sabe, os docentes vêem a Netflix e enchem-se de calorias.

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  5. Era o que faltava, não podemos estar com a família e amigos mas podemos passas os dias em salas com turmas lotadas, várias por dia. Estou farta desta conversa de caca.

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  6. Acabei de ouvir o PR sobre o início do ano letivo. Transpira DESPREZO pelos professores. Cauciona todos os atropelos às mais elementares regras de segurança que a situação EXIGE.
    Criatura ordinária que NUNCA, em situação alguma, teve uma palavra de apreço pelos professores.
    Este comportamento, para quem se afirma professor, revela uma incurável FRUSTRAÇÃO de 40 anos.
    Espero que no momento do voto todos os professores se lembrem…
    Nota: desculpe, Paulo, usar este espaço para o desabafo, mas ouvir aquele “vómito” deu-me a volta aos neurónios.

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