Aulas Transmitidas Em Directo?

Para alunos que estão em casa. Isso é vagamente legal? Parece que aqui por perto já se pratica e ninguém se dá ao trabalho de questionar. Câmara teoricamente virada para o quadro (ensino tradicional?), mas depois todo o som ambiente a ir para casa, como se a coisa fosse vagamente normal. A pandemia está, claramente, a deixar fortes sequelas no cérebro de algumas criaturas decisoras. Mesmo que se trate de uma escola de estimação do projecto #EstudoEmCasa deveriam existir limites à devassa. E a indignação deveria começar pelos encarregados de educação, já que se forem os professores a questionar, estão tramados.

Mas parece que é em nome da “equidade” e “inclusão” e, nesse caso, consta que vale tudo.

10 thoughts on “Aulas Transmitidas Em Directo?

  1. Peçam, por escrito, ao ME para caucionar a transmissão e verão a “legalidade” da situação…
    Se não o fizerem os responsáveis são os professores… arcarão com as consequências.

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    1. O problema é que o ME, por escrito, nunca se compromete, embora encoraje informalmente todas estas coisas e depois, se correr mal, remete para a “autonomia”.

      E as organizações parentais, desde que recebam estipêndio, levantam poucas ondas ou acusam logo “as escolas” e “os professores” pelas más ideias.

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      1. A ser assim, as escolas e os professores só têm um caminho: não proceder às referidas transmissões.
        Deverão respeitar a lei e por em prática o ensino a distância, individual. Simples.

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  2. A noção que me parece ser geral entre as pessoas com quem vou conversando é a de que, desde que não interferisse no seu normal decurso, a observação das aulas deveria ser livre para os encarregados de educação.
    Daí à transmissão, com os meios que hoje existem, é um pequenino passo.

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  3. Se os exercícios gramaticais, notas, sistematizações e textos que escrevo no quadro são da minha autoria não autorizo a sua reprodução através de uma câmara, à luz dos direitos de autor. Se alguém os quiser ver, que compre o seu direito a isso marcando presença física na aula. E depois, nada me garante que não comecem a zombar comigo logo que descubram na minha preleção um bordão linguístico como aconteceu com a okay-Isa. Imaginem a minha cara se alguém se dirigir à minha pessoa como o “prontes-Pedro” ou o “querdizer-Raimundo”? Deixaria de ter motivos para troçar do camarada “p(or)tanto Jerónimo” sempre que lhe fazem uma pergunta fora da cartilha.

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  4. Claro que não é legal.
    Se o professor permitir, assume as consequências.
    Eu NÃO quero aulas dos meus educandos transmitidas para o exterior.
    Se acontecer faço queixa de quem autorizou. Se não existir autorização expressa, a escola e o professor são os responsáveis.

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