A Arte E O Despudor De Se Ser Um Gualter

Afirmava ontem aquele inefável secretário de Estado da “reitora” em artigo no Público (desculpem, mas por questões de higiene deste espaço, recuso-me a colocar o link, quem quiser que procure) que:

Convém sublinhar que, se for necessário volta a contratar professores insuficientemente ou deficientemente qualificados, não se deverá a qualquer fator de crescimento inesperado ou incontrolável, mas a simples incompetência política.

E lamentamos que o senhor esteja já precocemente senil, pois parece esquecer-se que esteve um mandato inteiro (e dos longos) no governo que destruiu o Estatuto da Carreira Docente, criou a PACC (aplicada pelo ministro Crato, mas legislada originalmente em 2008) e inaugurou a época dos congelamentos. Se isso não ajudou a reduzir imenso o interesse em seguir a “carreira” docente e afastou muita gente de contratos contados à hora, não sei bem o que o terá feito.

Mas concordo em absoluto com a parte da “incompetência política” do secretário Gualter, daqueles que rodeou e que ele rodeou e ainda de outros tantos que lhe seguiram. Incluindo os falinhas mansas.

15 thoughts on “A Arte E O Despudor De Se Ser Um Gualter

  1. Acabei de postar este comentário num outro blogue. Ontem quando li o artigo, nem queria acreditar e pensei de imediato: “Ai se o Paulo lê isto” e estava admirada de não ver nada por aqui. Haja vergonha!

    “Isto dá-me volta ao estômago.

    Valter Lemos que foi secretário de estado do governo de Sócrates e da respetiva ministra, o governo que iniciou o ataque à escola pública e aos professores que não parou desde então, vem agora apontar as causas do que está a acontecer. Tudo o que agora se passa teve início em 2005. Haja memória!

    Deviam levar com pimenta na língua, para não voltarem a dizer asneiras.”

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    1. Deve ter sido um mecanismo de defesa meu em relação a este tipo de “agressão”.
      E embraça-me que existam blogues de professores que apresentem este texto como se fosse para levar a sério.
      Será apenas falta de memória?

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      1. Pois, é isso que me incomoda, o tentar branquear-se a situação.

        Há muita gente com falta de memória. Eu sei que já lá vão 15 anos, mas não perdoo , nem esqueço o que começou nesse tempo e que continuou até agora.

        Bem-haja, Paulo, por ser dos poucos que vai falando e relembrando esses tempos. Um abraço.

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  2. Não posso dizer que queira muito saber a resposta, mas lembrei-me agora: o Valter, ou o Gualter, ou o Carter, ou lá o que é… já terá resolvido as suas ausências da Assembleia de Freguesia lá da terrinha onde o foram desencantar? Hum?

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  3. É vergonhoso, é revoltante, mas colhe muito bem entre boa parte da população.
    Não falta por aí gente a afirmar que só os incapazes, que não conseguem fazer mais nada, é que se encostam à docência, caso contrário estariam noutro sítio qualquer a ganhar dinheiro.
    Infelizmente, no aspeto da destruição do nosso bom nome enquanto classe profissional, o governo do Sócrates e da MLR foi bastante bem sucedido.

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  4. Que engraçado… parece haver uma traço identitário entre o “discurso” deste autor e o génio empreendedor do nosso excelso ministro!
    São formas de pensar e falar iguais! Que latas!

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