“Às Mijinhas”

Entre nós ainda não se chegou ao estado, por exemplo, da Bélgica. Mas os números começam a assustar um pouco. Ou mais do que um pouco. O que obriga a que sejam tomadas medidas menos “relativizadoras”, que não me agradam, mas começam a parecer inevitáveis perante muita da irresponsabilidade que se vai observando. Parece que se está a optar pela abordagem suave e “gradualista”. Tem o seu quê de curioso que no país que aguentou uma das ditaduras mais longas da História Contemporânea, com sobressaltos menores, existam agora uns grupos de gente muito libertária que berra contra esta redução das liberdades individuais de deslocação (e nem falo do súbito amor pelo SNS de gente que sistematicamente o desprezou).

E é tempo de não se reproduzirem uma espécie de “mitos” ou, no mínimo, de meias-verdades, como aquela de ser seguro ter as escolas abertas até ao limite, por não ser nelas que têm origem as cadeias de transmissão. Pois, mas são espaços que podem levar à sua ampliação. O que parece não se estar ainda a verificar em número assinalável, mas em boa medida por se tem “mitigado” imenso a testagem em alunos e professores, pois as “autoridades locais de saúde” parecem ter uma espécie de directiva mais ou menos implícita de não prescrever testes, excepto em casos em que os sintomas são mais do que notórios. E não escrevo isto por ouvir dizer.

Entretanto, os grupos “pela verdade” multiplicam-se como cogumelos, mas raramente com potencial comestível, porque opiniões sem fundamentação empírica todos podemos ter; o que arrepia são comportamentos de risco evidente para terceiros apresentados como bandeiras de “liberdade”. Ou acusando os outros de uma intolerância e proselitismo de que as suas publicações são excelente exemplo. Ou queixando-se de uma “opressão” quando se multiplicam em espaços e publicações pelas redes sociais que criticam por lhes apagarem os trumpismos mais evidentes. “Gosto” em especial dos paralelismos que se estabelecem com doenças não contagiosas e com o número de mortes por causas que dependem da genética ou do próprio comportamento e não do espirro desprotegido de um “libertário de ocasião”.

Os gráficos são do Público:

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