Domingo

Confesso não ter muita paciência (ou complacência) em relação a pessoas que voluntariamente se candidatam a cargos cuja funções e eventuais agruras conhecem, para depois se queixarem da dificuldade dessas funções e dos aborrecimentos causados por tais agruras, parecendo que só tinham previsto as vantagens. Em todos este anos, em torno da minha vida profissional escolar, candidatei-me a dois cargos. De um, saí ao fim de cumprir um mandato (Conselho Municipal de Educação), por achar que era mais decorativo do que outra coisa e que íamos lá para ouvir decisões tomadas algures e pouco mais. Não tenho uma má memória, apenas a recordação de umas horas maioritariamente vazias de substância. Do outro, demiti-me a meio do segundo mandato (Conselho Geral), quando achei que o mínimo dos mínimos em matéria de cumprimento das suas regras tinha sido abandonado e que o seu papel, já de si muito “mitigado”, estava a ser perfeitamente pulverizado, pelo que não fiquei lá a fazer figura de corpo presente.

Portanto, acho que a pessoas que se candidatam a cargos por vontade própria, sabendo ao que vão, depois se comecem a queixar dos deveres, mas sem nunca “largarem o osso”, porque, apesar de tudo há lá “carninha” agarrada. Se não estão bem, mudem-se, por o mundo não acabará. Muita gente importante finou-se e continuamos cada vez mais por cá e, apesar de funerais pomposos, todos os insubstituíveis acabaram melhor ou pior substituídos. Até nós, temos sobrevivido sem Sebastião voltar.

9 thoughts on “Domingo

  1. Plenamente de acordo.
    Agora então é uma festa, fechadinhos na bolha e a enviar os outros para os “cornos do animal”. Sentem um prazer mórbido e sádico nesse comportamento.
    São autênticos “kapos” nas escolas.
    Se houvesse justiça poderiam ser responsabilizados criminalmente pelas consequências, vítimas, mas já até da justiça duvido.

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  2. E o que dizer de conselhos gerais onde os/as presidentes foram empurrados para esse cargo pelas direções e não fazem o que deviam fazer? E os representantes dos pais, ou das câmaras ou das forças locais que nunca vão às reuniões mesmo que sejam por videoconferência…? E os CP onde a situação é a mesma?

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  3. As motivações para a candidatura são muitas . Há quem, por exemplo, se candidate ao Conselho Geral para fugir ao Pedagógico. O número de reuniões sempre é menor.
    Posto isto, parece-me que, apesar de parecer que o pessoal só tinha previsto as vantagens, as coisas não são tão lineares assim.

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  4. Candidatos ao CG para fugir ao CP!!
    Não me faça rir! Não há almoços grátis…
    As escolas são antros de tráfico de influências, numa organização totalmente salazarenta!!!
    Geridas por um “regedor” e infestadas de ”bufos” , todos protegidos pela dgs…
    Ah! E dizem que vivemos numa democracia!!!!

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    1. Caro preso político

      Não pode, por imposição da lei, estar nos dois sítios em simultâneo. E num deles, o Conselho Geral, está ou estará por vontade própria.
      Bom resto de cumprimento de pena.

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