Uma Sistematização Mais Desenvolvida Do Que A Minha

Porque me tenho limitado mais, com outras palavras, aos alucinados e aos libertários, embora se encontrem chicos-espertos também entre eles. Todos se ofendem muito por serem considerados como “negacionistas”.

Obscurantismo 2.0 e os quatro tipos de negacionistas Covid

E O Tipo Insiste

Henrique Raposo é daqueles escribas que sente que ou tem sempre razão ou então que tem sempre razão. E insiste naquela teoria de que, no fundo, pouca gente morre de covid que não morreria de outra coisa. É verdade. No fundo, com ou sem covid todos acabaremos por morrer. Só que há quem morra mais cedo, por causa da pandemia. Ele parece achar que isso é um detalhe e que no fundo temos de saber quem morreu “pela acção exclusiva do vírus”. Por causa das “comorbidades” que é uma palavra interessante de se usar (assim como expressões como “o retrato robô do óbito por covid em Portugal”, que dá assim o ar de uma abordagem rigorosa do assunto). Confesso que não sei, nem sei se alguém saberá ao certo. Como não sei quantas pessoas morrem exclusivamente de diabetes. Ou mesmo de acidentes de carro, se estiverem sob a influência de substâncias psicotrópicas ou alcoólicas. Sabemos mesmo se alguém morreu “por acção exclusiva” deste ou aquele factor? Um AVC é causado por colesterol, por má alimentação, falta de exercício, stress ou outra causa? Tudo pode ter contribuído… Mas de uma coisa tenho a certeza, há gente a quem faleceram algumas sinapses desde que se iniciou a pandemia por causa de um carga imensa de preconceitos e escassez de paciência para o barulho da petizada.

É pá, Henrique, já percebemos que achas que os doentes crónicos morreriam de qualquer forma, em especial os velhos. poupa-nos à descrição extensiva da tua posição. É demasiado penoso ver alguém a cavar ainda mais o buraco no qual se meteu. Mesmo se alguns amigos te baterem nas costas, elogiando tamanha “coragem”.

5ª Feira

O ensino não-presencial é um remendo, nada aconselhável para a miudagem mais pequena, mesmo se a alguns só pareceu evidente quando era impossível negá-lo. A conversa do mundo digital do século XXI mostrou toda a sua vacuidade. Mas já é esticar um bocado a corda dar a entender que todos os males da Educação, este ano, resultam do confinamento. Os alunos têm problemas de leitura há muito tempo e não é apenas no 2º ano. Aliás, o raro é encontrar fluência generalizada na leitura e na compreensão de textos escritos mesmo no 5º ou 7º ano. A pandemia teve muitos efeitos negativos, mas começa a ter as costas demasiado largas. Neste momento, em muitos ambientes sociais, os miúdos crescem em famílias em que a leitura, para além de conteúdos funcionais muito simples, quase desapareceu.