Sábado

Da reunião no Infarmed, entre outras informações, ficámos a saber que muitos números que são apresentados para “desenhar” as políticas são uma triste ficção. A verdade é que em 80% ou mais dos casos de contágio, não se sabe a sua origem e mesmo desse só em 60% se consegue estabelecer com algum rigor o “paciente zero” ou algo similar. O que significa que se dizer que 70% dos casos (com origem conhecida e rastreio completo) tem origem aqui ou ali (tem sido usado um valor próximo para os contágios em ambiente familiar), é uma mistificação que esconde o facto de esse valor ser 7-8% de todos os casos “positivos”. O que é muito pouco, pois o rastreio de casos com transmissão familiar é mais fácil de determinar do que o verificado em outros ambientes.

E tudo isso ajuda a explicar que o que aparece na boca de políticos, como o actual PM ou o PR, seja tão desconforme ao que se observa no dia a dia. E ao que estudos internacionais feitos com outro tipo de amostras (na quantidade e qualidade) demonstram.

8 thoughts on “Sábado

  1. é pior do que isso meu caro. Os dados são maus, de má qualidade e com muitos buracos(há meses que eu digo isso numa rede social aqui ao lado) mas apesar disso, usam métodos de análise estatística não adequados e mesmo usando estes, sao mal utilizados. Sim, tenho inside information do que se passa a nível intermédio e fico estarrecido com a incompetência. Ontem estive a usar os dados da DGS e 477 surtos é quase de certeza. um número ficticio. Usando uma simulação com modelos SIER, distr Pareto e os números diários atuais, aquele número é uma estimativa por defeito

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    1. Ex-Alt… eu já nem tento entrar em diálogo directo com a malta que fala destas coisas, em especial quanto à Educação, porque é absolutamente escusado tentar argumentar com quem está totalmente fechado a qualquer alteração dos dogmas que os mandam apresentar,

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      1. Realmente torna-se desgastante e deprimente. Eu também desisti em Julho quando me apercebi que de nada servia estar envolvido em plataformas para resolver problemas ligados à pandemia. Muitas propostas, bastante interessantes, com alguma inovação, nem muito caras e muitas previram o que se passa agora, todas no lixo. Sobre a ventilação em locais públicos por exemplo. Ficaria mais barato do que os milhões para o turismo e o dinheiro que se vai gastar agora em cuidados de saúde. Não é por acaso que conheço um prof e investigador que hoje em dia, fica zangado com a historia dos testes rápidos quando ele tinha um projecto para isso logo em Abril mas nem a Fundação para a Ciência e Tecnologia o financiou. I wonder why. Saúde para todos é o que eu desejo. E mais juízo a quem nos governa ao invés de se focarem na imagem e opinião pública. E apegados a linhas vermelhas tolas

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  2. Ex-Alt… o pouco que participei em “grupos” deu-me uma brutal imunidade contra a conversa da treta dos iluminados do costume que acusam de levantar “problemas” quem apenas se limita apenas a prever o +obvio que, depois, se confirma.

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