6ª Feira

A “melhor” das justificações que me foi transmitida acerca de convocar reuniões presenciais foi a de alguém que afirmou “mas olha lá, o meu concelho até é dos que só tem risco elevado, que é o segundo menos grave”. Nestes casos, é irrelevante apontar às pessoas que até têm um grau académico superior, tirado antes das bolonhices e tudo, porque já vi médicos muito bem-intencionados (“pela verdade, nada contra a verdade”) a dizer que a vacinação é apenas um pretexto para nos meterem uns chips localizadores debaixo da pele. O que até me daria jeito, porque a avançar na idade, sempre será uma maneira de não me perder por aí,

(faz de conta que não fui eu que sugeri… mas que tal alguém na dge, dgae – digamos assim, o nosso ex-colega césar paulo, tão preocupado que ele sempre esteve com o bem-estar de todos nós – ou qualquer organismo disponível enviar um esclarecimento bem clarinho às direcções para que se deixem de palermices? e não se refugiem na questão da “autonomia” porque para tanta outra coisa não serve de nada…)

20 thoughts on “6ª Feira

  1. bem … reunioes de avaliacao presenciais do 1º periodo é realmente a ultima gota da desfaçatez

    o governo recomenda teletrabalho sempre que possivel e depois temos o ME e alguns colegas broncos de todo no nosso caminho

    triste

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  2. A solução para os problemas demográficos portugueses.

    Police in Vietnam said they found about 320,000 recycled used condoms that were being repackaged as new, local media reported on Thursday, according to the Associated Press.

    Com a diminuição do número de idosos e este impulso que vai ser dado pelos artigos deficientes a exportar pelo Vietname, esperamos cedo tornar Portugal não só num dos países mais jovens da Europa mas também num dos mais populosos

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    1. A sério??? Essa é capaz de ultrapassar a que descrevi.
      Então as aulas a distância também são ilegais, certo?

      Mas basta andar pelas redes sociais para perceber que a algumas pessoas bastou dar-lhes uma subida de escalão (2 se passaram pelo 5º) para parecer que voltámos a 2004 e tudo está bééééém.

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      1. Exactamente, Paulo! Puxam da ‘LEI’ para amedrontar o pessoal. E o ‘pessoal’ envelhecido (direi caquético, senil…) encolhe os ombros para não perder os privlégios, todos enumerados pelo Morgado mais abaixo. O ‘nível’ da escola já desceu tudo o que tinha a descer… É só ver quem está nos comandos desse tão famigerado antro, que até merece as visitas oficiais dos três tarolas. Palavras para quê?

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    2. Só por curiosidade: as reuniões do final de ano letivo anterior, nessa escola, tb foram presenciais? E que raio de escola é essa? E ninguém fez nada? O Conselho Geral anda a fazer o quê? E o Pedagógico? E o Conselho de Diretores de Turma? Anda tudo a comer à mesa do “Rei”?

      Repito o que disse noutro post: estas coisas só acontecem, por este país fora, porque os professores (na sua maioria) são uns capados, uns eunucos, uns imbecis! Ou então têm medo de ficar sem o diazinho sem componente letiva, as férias na altura mais conveniente (quiçá até na primeira semaninha de Setembro) as dt’s que não assumem há anos, os projetos em circuito fechado que ocupam toda a componente não letiva, as vigilâncias que caem sempre para os outros pelo menos dentro das salas, para já não falar dos Xalentes e MuntaBons que antes de serem já o eram, sem que ninguém perceba bem para quem, como e porquê!

      Felizmente não são todos: após denúncia da situação em Mira Sintra (e teve de ser um professor que nem pertencia ao Agrupamento a fazer a denúncia junto do S.TO.P), as reuniões de avaliação de final do 1º período, já serão TODAS à distância! Num espaço de um mês, afinal o que tinha mesmo, mas mesmo (com direito a e-mail para todos os professores a confirmar que tinham mesmo se ser presenciais e ponto final), afinal agora, um mês depois, já podem ser todas online! E estas não são para encher chouriços, são de avaliação final de período! O que vem provar que não há diretores com poderes ilimitados, há é muita falta de Professores! Com P grande!

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      1. Tem toda a razão. Na mouche.
        Esse estado de coisas acontece precisamente devido ao CG, CP e afins. Quem lá está? Os mais incompetentes e dependentes da distribuição das bem referidas benesses.
        Sindicatos? Onde estão, pergunta bem. A escola até tem sindicalistas…. que nunca sabem nada. Só se interessam pelo sindicalismo para usufruirem das horas de redução no horário. Como nem são QE e dependem de reconduções, está tudo dito. Uma vergonha. Andam todos à volta do ´Rei´, nú (ou nua…).

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      1. Quais sindicatos? Onde estão? Há lá sindicalistas de serviço, sim, mas só para ter a redução no horário… Está quieto.

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  3. As reuniões de avaliação são atos de fé. Alguns também são autos, mas enfim… Portanto, fazê-las à distância tem o mesmo valor de devoção à cruz educatival que assistir à eucaristia dominical pela televisão: até se pode, mas onde é que estado ficaria a observância dos preceitos tradicionais sem a profundidade simbólica de uma rubrica na folha de rosto ou a comunhão entre fiéis de novas ideias para os DAC e planos de monitorização a aplicar logo no início de janeiro?

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    1. Pedro,
      O que é triste é que há mesmo muitos colegas que defendem isso mesmo. Reunião que é reunião, tem de ser presencial! Ali à volta da mesa, todos “ajuntados”. Olhos nos olhos! Só falta a Ação de Graças! E até acrescentam: já temos saudades das reuniões, de estarmos todos juntos, a vida tem de continuar, não podemos ceder ao covid! Ahhh leões…!

      PS – Por falar em leões, não posso deixar de notar que o Paulo anda muito caladinho… deve ser para não dar azar e deixar passar o Natal sem sobressaltos 🙂 Será que este ano é que é? 🙂
      Abraço

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  4. Seria realmente estranho se após o sacrifício de milhões e milhões de empregos, quase um milhão de vidas humanas (para não falar das martas dinamarqueses), e dos incómodos para os veraneantes profissionais, a digitalização e as telecoisas não ficassem instituídas de uma vez para sempre.

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    1. O problema é que as escolas não sabem nem querem usar a autonomia (com medo da própria sombra) ou então usam-na pelas piores razões. Se não vier uma ordem expressa da tutela, preto no branco (não do tipo “se possível’) os directores têm carta branca para as maiores alarvidades.

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  5. Se há coisa boa que este vírus trouxe foi as reuniões à distância. rápidas, eficientes e sem conversas da treta e exibições desnecessárias. Deve ser por isso que as querem evitar…há que fazer a malta sofrer. Quanto maior o desgaste, menos força há para reagir a todas as injustiças destes últimos 15 anos. E tem resultado.

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  6. Caro Manuel,
    Como muitos sabem, Paulo Guinote incluído, eu sou totalmente insuspeito relativamente aos sindicatos, não só porque não sou, nem nunca fui filiado em qualquer um deles, como tomei por diversas vezes posições públicas, e com visibilidade mediática, denunciando muito do que vão fazendo mal ou vão deixando de fazer. E muito lamento isso, pois quem é professor de História como eu eu, sabe bem a importância vital do sindicalismo na luta social e na conquista de direitos dos trabalhadores desde a era industrial. Posto isto, convém ainda dizer que quer dentro do sindicalismo tradicional, quer dentro do sindicalismo mais irreverente (de que o S.TO.P, tem de considerar-se um exemplo, mesmo que eu saiba que diversos dos seus dirigentes estiveram também, e muito, por dentro das estruturas do SPGL/FENPROF), é importante separar o trigo do joio, e existem diferenças claras no tipo de atuação e objetivos entre ambos. Quanto ao S.TO.P, creio que o caro colega Manuel, comete um erro de análise ao colocar tudo no mesmo saco. Se tiver uns minutos, dê um pulinho ao site/facebook do sindicato e verificará que têm dito presente, têm procurado denunciar muito do que vai mal no mundo da educação e têm tomado iniciativas e apoiado outras com relevância e significado. Digo-o por uma questão de justiça e se há crítica que lhes faço, é alinharem demais com a FENPROF/FNE/Plataforma, em todas as iniciativas que estes promovem, mesmo sabendo que na sua maioria não passam de um atirar de areia para os olhos, ou para instrumentalizar os professores em lutas políticas de outro alcance, aquecendo e arrefecendo a contestação à medida dos superiores interesses do “Politburo”.
    Disse!

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    1. Obrigado, Ricardo, pelas suas palavra lúcidas!
      Tem razão. Irei ver o fb do STOP. É mesmo difícil separar o trigo do jóio e acabamos vencidos pelo cansaço e pela decepção. Porém, se, como diz, o STOP tem ex-dirigentes da Fenprof nas suas estruturas… não me parece que isso augure muito de bom.
      Agora já percebo a animosidade dos ‘outros’ contra este novo sindicato.

      Fique bem.

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  7. Caro Manuel,

    A animosidade dos “outros” acontece SEMPRE quando alguém tenta escapar ao controlo dos “donos da luta” que, no fundo, não lutam para ganhar, lutam para manter a luta, para assegurar os tachos! A luta só pode existir e é válida se for convocada/dirigida por eles! Tudo fazem para “enquadrar” o pessoal, mantendo-o devidamente “encarneirado”, e quando alguém ameaça fazer estoirar a cabeça da manada, imediatamente mandam avançar os “camisas vermelhas” com o objetivo de caluniar e derreter movimentos, blogs, pessoas ou novos sindicatos que apenas pretendem afirmar a sua individualidade e escapar aos “controleiros” que abundam por aí, quer nas escolas, quer nas redes sociais. Hoje está a acontecer com o S.TO.P (ainda agora tentaram desacreditar a greve dos últimos dias, como as do passado que o S.TO.P convocou e um dia ainda se saberá porque motivo este sindicato não foi recebido nas reuniões e mesas negociais com o ME, durante meses a fio), em tempos aconteceu com os movimentos independentes, com blogs e com professores de referência, como o Umbigo e o Paulo Guinote, só para dar alguns exemplos, pois pura e simplesmente não aceitam a pluralidade e a diversidade de posições e atitudes perante a luta dos professores! E de tudo isto que falo, tenho experiência pessoal, vivida na primeira pessoa, pelo que sei do que falo!
    Quanto aos dirigentes do S.TO.P não é nenhum segredo que o André Pestana concorreu a eleições do SPGL, em lista alternativa, foi eleito para o Conselho Geral, mas a blindagem dos estatutos dos grandes sindicatos torna quase impossível criar uma lista com condições para concorrer à Direção e ganhar eleições. A partir daí acabou por, com um conjunto de colegas, criar o S.TO.P. Em boa hora o fez, na minha modesta opinião! E já deu alguns abanões no “status quo”! Mas não é fácil, de todo!
    Abraço

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