Este Ano O Remendo Chegou Mais Cedo

Não se percebendo bem aquelas declarações, ali por Outubro, de que o ME tinha feito tudo e alguma coisa para que os alunos tivessem aulas. Entretanto, por muito que possa aparecer quem desgoste da minha opinião, também não se pode lançar mão a toda a gente para dar qualquer coisa nas vizinhanças da sua formação. Em especial em anos mais críticos e em disciplinas nas quais não basta mandar os alunos fazer pesquisas com os telemóveis e dizer que é pedagogia activa.

Quanto ao grupo 550 (Informática) é “divertido” ver como se fala tanto em Transição Digital quando nem meios humanos existem para assegurar o mínimo dos mínimos na área.

Poderia ainda elaborar sobre disciplinas que tiveram gente (nomeadamente na DGIDC) anos a fio a aumentar as horas no currículo às custas de outras, mas agora têm de ir a esses mesmos grupos buscar gente para assegurar o seu funcionamento. É o que dá lobbys muito fortes nos gabinetes, mas com pouca ligação à realidade terrena.

E, como se vê, é preciso recorrer aos “velhos”, porque nas condições actuais não há mesmo quem tenha suficiente espírito “missionário” para aguentar o brilhantismo da gestão dos recursos humanos que tem caracterizado a acção do ME nos últimos 15 anos.

7 thoughts on “Este Ano O Remendo Chegou Mais Cedo

  1. E nem sei como não se lembraram de permitir que um prof de Francês possa dar Inglês e vice-versa, afinal são professores de Línguas, devem ter algum jeito para pronúncias estrangeiras, mais coisa menos coisa, devem conseguir desenrascar a coisa.

    Fico a saber também que posso dar Geografia, mesmo que só tenha tido Geografia até ao 9º ano (claro que um professor é um ser sapiente e multifacetado, bem vistas as coisas devíamos saber dar tudo, como uns autênticos sábios renascentistas.

    No fundo, até está certo, como dizia um velho colega meu, a Geografia não passa de uma ciência auxiliar e, ainda na óptica desse meu antigo colega, tiveram pelo menos a decência de não permitir o contrário. Isso sim, seria inaceitável 🙂

    Um dia destes qualquer encarregado de educação licenciado pode lecionar! Não há-de faltar muito!

    Siga o baile!

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    1. Há licenciados em Francês-Inglês e que tiveram de optar por uma das disciplinas, o que significa que há muitos anos que não ensinam ou uma , ou outra disciplina. É como se agora obrigassem quem é de Germânicas a leccionar Alemão, depois de mais de 30 anos a ensinar Inglês. Aliás, quem é de Línguas Estrangeiras anda a ser requisitado para dar aulas de Apoio a Português Língua Não Materna…precisamente porque é… de Línguas. Ou a dar Apoio a Português a alunos NEE, agora denominado de Educação Inclusiva.

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      1. É verdade que existia (ou ainda existe não sei…) a variante de Francês-Inglês em LLM. Mas não devem é ter estágio nas duas… o que, nos tempos que correm, não interessa nada. Nesse caso nem seria muito chocante, mas há casos de quem seja de Inglês/Alemão e não me parece que isso qualifique para dar Francês. Na volta, como eu fiz Francês até ao nível 7, do 5º ao 12ª ano, e até fiz a pré-primária em Bourges de França, talvez um dia destes possa fazer uma perninha, na língua da culinária 🙂

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