A Lei Da Rolha?

Que havia gente que tinha sido desaconselhada a ser vista por aqui a colaborar (nem que fosse com comentários), eu já sabia. Não é novidade (aliás, foi uma espécie de omertá estabelecida logo ali à saída de 2015) Ou a partilhar textos deste blogue em redes sociais e coisas assim. Eu já nem vou colocar nada em “grupos” para evitar chatices. Agora que uma colega seja chamada à Direcção porque publicou aqui um texto, com a coragem de assinar por baixo, já me parece claramente algo mais do que mero “conselho”, extravasando para territórios que me fazem lembrar outros tempos, mas se calhar para pior. E falo dos tempos da “outra senhora”, da “reitora”, para que não existam dúvidas, porque o argumento ad hitlerum fica para outro post, que me ocorreu depois de uma conversa em privado com alguém que vocês conhecem bem, mas que agora não interessa nada saber quem é (não, não foi o shôr sub-director, esse leu a mensagem que lhe mandei e enfiou a viola no saco, como seria de esperar em pessoa tão responsável; quanto muito foi fazer queixinhas ao senhor de cima).

Mas já toda a gente sabe que se querem espaços de “informação” e alguma opinião, mas se possível sem levantar as ondas que não sejam as desejadas, este não é o “quintal” certo.

5ª Feira

O estado de emergência pandémica não pode explicar tudo o que se anda a passar pelo país, mas em especial nas escolas. Desde a ordem para multiplicar a mensagem do “contágio zero” nas escolas (mentira pouco piedosa) a uma forma muito peculiar do exercício dos poderes locais e centrais que continua a revelar ou uma falta de senso notável ou apenas estupidez na gestão dos recursos humanos. É sabido que há escassez de professores e não é apenas em 2 ou 3 grupos de recrutamento e o número de professores que ficaram em casa alegando “situação de risco” foi muito inferior ao que se anunciava. E é mais do que sabido, em especial em termos de proximidade, que muitos dos que estão se encontram perto ou mesmo para lá dos limites da resistência física ou psicológica. Por isso, são de uma completa inconsciência medidas que apenas visam sobrecarregar quem está em exercício com “compensação de aulas” por causa das “pontes” ou por outros motivos igualmente espúrios. Ou querer que se ande de escola em escola a observar aulas (mas nessa parte muita da culpa é de quem nem à greve ao sobretrabalho recorre). Ou exigir reuniões presenciais no 1º período quando nada se decide.

A responsabilidade por muitas desta matérias que no mandato passado eram sa SE Leitão, parece que na mais recente reorganização funcional do ME passaram quase todas para o SE Costa, que até passou a ser responsável por dar resposta aos recursos hierárquicos em matéria de avaliação dos directores ou dos pedidos de escusa. Porque a nova secretária de Estado parece ainda mais inexistente do que a anterior e o ministro Tiago pouco aprendeu do muito que não sabia em 2015. Por isso mesmo, o SE Costa se quer os poderes e as competências, não pode continuar a dizer ao ouvido de quem se queixa que nada é com ele ou que por si tudo se resolveria de outro modo, mas que as regras são assim e ele nada pode fazer (e já agora, começa a não ter sentido aquela estratégia de se armar em vítima de perseguições imaginárias). Por acaso, até pode. O problema é que não quer. Porque não quer? Porque há ainda um futuro mais risonho por garantir, que não foi possível agarrar logo em 2019.