A Lei Da Rolha?

Que havia gente que tinha sido desaconselhada a ser vista por aqui a colaborar (nem que fosse com comentários), eu já sabia. Não é novidade (aliás, foi uma espécie de omertá estabelecida logo ali à saída de 2015) Ou a partilhar textos deste blogue em redes sociais e coisas assim. Eu já nem vou colocar nada em “grupos” para evitar chatices. Agora que uma colega seja chamada à Direcção porque publicou aqui um texto, com a coragem de assinar por baixo, já me parece claramente algo mais do que mero “conselho”, extravasando para territórios que me fazem lembrar outros tempos, mas se calhar para pior. E falo dos tempos da “outra senhora”, da “reitora”, para que não existam dúvidas, porque o argumento ad hitlerum fica para outro post, que me ocorreu depois de uma conversa em privado com alguém que vocês conhecem bem, mas que agora não interessa nada saber quem é (não, não foi o shôr sub-director, esse leu a mensagem que lhe mandei e enfiou a viola no saco, como seria de esperar em pessoa tão responsável; quanto muito foi fazer queixinhas ao senhor de cima).

Mas já toda a gente sabe que se querem espaços de “informação” e alguma opinião, mas se possível sem levantar as ondas que não sejam as desejadas, este não é o “quintal” certo.

28 thoughts on “A Lei Da Rolha?

  1. «Agora que uma colega seja chamada à Direção porque publicou aqui um texto, com a coragem de assinar por baixo, já me parece claramente algo mais do que mero “conselho”, extravasando para territórios que me fazem lembrar outros tempos, mas se calhar para pior.

    Cheira a desespero.

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  2. Pois eu já ouvi um comentários, na direção, sobre alguém que escreveu sobre os diretores pedirem demissão e não foi abonatório. Já agora permitam-me um conselho, não usem os mails oficiais, a segurança é quase nula. Desculpem o anonimato mas já sofri algumas represálias. Felizes Festas

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  3. Costumo lê-lo e já tive a honra de ver aqui partilhado um texto do Conselho Geral ao qual presido.
    Hoje, comento, como afirmação de apoio a todos quantos veem cerceada a sua liberdade!
    Estou “velha”, com 40 anos de profissão e 3 até à reforma. Nunca me calei nem conto calar-me.

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  4. Inacreditável, Paulo! Está bonito em termos de direitos!… Em dia de aniversário da DUDH, saber estas coisas num país tão livre… é ter de assumir que estamos num tempo de vergonha! Não é só por causa do que aconteceu no aeroporto, é também por estas grandes pequenas safadezas!

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  5. Como professora e como cidadã, sinto-me indignada. Também eu já sofri represálias por, como membro do Conselho Geral, ter feito uma pergunta incómoda à Diretora.
    Muitos Diretores são a representação de que o poder “corrompe” e que qualquer forma de poder, os faz esquecer de que são professores.

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  6. Este tipo de atitudes incomoda-me porque revela um espírito de intolerância enorme perante a diversidade de opiniões.
    Já tive de prestar declarações algumas vezes, nos tempos do Umbigo, na sequência de sensibilidades irritadas. Nunca se verificou ser por ter publicado falsidades.
    Se alguém sente necessidade de escrever e assinar, que raio tem o distinto órgão de gestão de pedir satisfações se o que foi afirmado nem é falso?
    Se não gostam que se saiba é porque sentirão alguma vergonha – espero eu – por realidades que andam por aí e cada vez são menos “sãs” em termos democráticos.
    Já não chega abafarem dos portões para dentro qualquer tipo de pensamento divergente, ainda querem censurar o que uma pessoa escreve na sua vida cívica.

    E o que impressiona de igual modo é o relato . que não é o primeiro – de quem nas escolas, qual carneirada, aceita políticas de “isolamento”.

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  7. Vergonha!
    Sou muito agressivo, porque não pode ser de outro modo, quando me tentam calar (Conselho Pedagógico e, mais recentemente no Conselho Geral) sobre determinados assuntos, quando pretendem fazer letra morta da evidência, método e ou a lei. Nos diferentes processos de averiguação resultantes nunca fui parte reativa, sempre proativa, ou seja, após o episódio fiz sempre uso dos meios legais para repor o método e ou a lei. A fundamentação que nos defende contra a lei da rolha existe, está disponível e é muito eficaz, a saber, n.º 2, artigo 5.º do ECD vigente, cito, “a) O direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo”, enquanto direito de participação no processo educativo.
    Era só que faltava…

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  8. Era o que mais faltava!
    OK, não vim aqui dizer nada de jeito. É mesmo só para deixar o nome com que sempre assinei. Para o caso de ser chamado a algum gabinete… chamem pelo nome faxavor. Obrigado.

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  9. O que seria de muitos de nós sem os ares livres e puros deste quintal? Que se lixem os censores e os recalcados que lambem botas ( e não só)!

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  10. o problema é que estas situações estão Incrustadas por toda a sociedade….desde os pequenos aos grandes…e não há volta a dar-lhe…mais parece que lhes está nos genes ou massa do sangue….mas também começo a estar farto disto….o poder cristaliza…

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  11. A mesmidade aniquila e os caciques vencem! Há quanto tempo conhecemos tal desfecho? O fulcral mas não exclusivo está nos poderes que a lei outorga ao diretor, depois muitos outros (mas não todos) vão na onda: CP, CG…

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  12. Sei de uma escola em que vários colegas foram chamados ao gabinete da diretora por terem manifestado a sua opinião, via correio institucional, relativamente a um email (institucional) que dava um prazo de 24 hrs para escrever sumários numa plataforma q por vezes nem funciona graças à rapidez (ironia…) da net. São professores que priorizam as aulas (algumas por zoom juntamente com as presenciais!!!) e os alunos. Enfim… é o que temos.

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  13. Creio que fez escola num clube de futebol aqui do norte, encontrar um inimigo, que por acaso é do sul, para reunir as tropas em torno de um objetivo comum. Parece que este modelo de liderança fez escola transformando-se numa prática corrente na famigerada gestão unipessoal. Como é que estes gestores de vão de escada lideram? Procuram dentro de portas, se houver quem lhes aponte o dedo quando necessário, ou fora de portas quando não encontram alguém dentro de portas. Saiu a fava ao Guinote. Fartei-me de rir, Paulo. Só espero é que os colegas não baixem demasiado as calças!

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