Leituras (Pouco) Natalícias

Pela extensão, já não vai a tempo de entrar da luta pelas melhores leituras de 2020, mas deve vir a ser a primeira boa leitura de 2021. A edição portuguesa saiu há pouco, mas o preço empurrou-me para o paperback americano (10 euros em vez de 25), menos robusto, mas também mais portátil.

6ª Feira, 25 De Dezembro

Hobsbawm escreveu um livro muito interessante sobre a “invenção da tradição” e sobre o processo através do qual se criam, em poucos anos, “tradições” que se dizem ancestrais. Alguns aspectos do Natal são seculares, mas outros nem tanto. E nestes tempos estranhos, muitos se queixaram da quebra das “tradições”, mas algumas delas estão longe de serem assim tão ancestrais. Ou então, em momento de insegurança, houve quem sentisse a necessidade de um conforto que a sensação de se integrar em alho que vai para lá do presente ou futuro imediato consegue transmitir.

Por aqui, houve momentos em que se fez questão de sublinhar uma “nova tradição”, através da troca de compotas no quintal/patamar da casa com amigos que, para além disso, tiveram a bela ideia de iniciar uma área de merchandising para este “quintal”.