3ª Feira – Dia 5 Do Pseudo-Confinamento, Dia 1 Sem Postigos

Apesar do nevoeiro, deu para perceber que esta estória do “postigo” tem tudo para ficar para a História como um flop tão grande como a encenação de Tancos. Excepto num caso (também o mais próximo de casa e, por isso, ainda antes das oito da matina), todos os cafés ou equiparados por onde passei não tinham “postigo” aberto (até porque nunca o tiveram), mas tinham gente no interior, no exterior, ali por perto, se não a tomar café “ou outra bebida”, pelo menos a fumar e a trocar ideias, certamente sobre o tele-trabalho que os fez sair de casa tão cedo (como a mim). Quanto ao trânsito, parece que se reduziu um pouquito (menos nos acessos conhecidos às pontes), o que faz sobressair a quota de maníacos do farol do nevoeiro da manhã à noite e tipos habituados a passar semáforos quando se disfarçam de ciclistas e que assim continuam com quatro rodas.

Postigo ou “porta da traição”

(mais logo vou buscar uma trela que tenho em casa e vou passear o gambozino, como se fosse uma pessoa de bem de Cascais)

7 thoughts on “3ª Feira – Dia 5 Do Pseudo-Confinamento, Dia 1 Sem Postigos

  1. Aqui na terra até havia um ou outro postigo (até na boutique dos trapos), não fui verificar se já estão inativos. Pessoal na rua só junto à secundária, jovens em alegre cavaqueira e cigarrada e todos sabem que não é possível fumar de máscara. Aqui não é preciso trela para passear o cão, ele é de bem e não foge, mas isto é província interior não é Cascais.

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  2. A Joaquina desespera com o arrefecimento do negócio e consequente degradação do PIB da venda : ” … porra! Não posso servir mata-bichos em tele-trabalho porque não sei mexer no computador ; não posso servir as doses pela janela (postigo) porque o cabo da guarda multa-me ; em tá-kú-ou-ei (sic), também não porque a aguardente evaporava -se pelo caminho e não haveria tigelas que chegassem ” .
    Mas como não é mulher de cruzar os braços, afiança-nos que se prepara para ” implementar” uma medida, ao que parece “universal” : ” . . . amanhã vou à Junta pedir um subssílio de 20% a fundo perdido e mandar o Quim ( o Coxa) p`rá lei -ofe ou lá como se chama. E termina de sobrolho carregado : ” ou há moralidade ou comem todos ! “.

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  3. O Costa é que tem razão: não é preciso fecharem as escolas… Elas vão-se fechando paulatinamente.
    Na minha escola, uma EB 2,3, hoje já há 11 turmas em casa, daqui a pouco, metade das turmas existentes.
    Em breve haverá 12 turmas, pois na minha Direção de Turma há uma aluna em casa já doente, com todos os sintomas, incluindo falta de cheiro e paladar, à espera que a Encarregada de Educação consiga ser atendida pela linha de saúde 24.
    Quem vai ficando é carne para canhão.
    As aulas presenciais estão a ser um sucesso, como se calcula! Para além do mais, há terapia de grupo gratuita, dada pelos professores resistentes.
    Ninguém respeita tanto a classe docente como este Governo! 😦
    Quem tinha saudades da Maria de Lurdes Rodrigues deve estar a sentir-se reconfortado.

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