Uma Questão De “Prevalência”

O ministro Tiago foi prestar esclarecimentos ao povo pelas 20.15, mas em matéria televisiva só a RTP3 lhe deu antena. Nada de novo, o nervoso miudinho a descompor-lhe ali o canto do sobrolho direito, palavras em rajadas quase em parar, um esforço imenso para dar a entender que isto só é assim porque a “prevalência” do bicho inglês estragou o belíssimo trabalho que ele acha que tem sido feito em grande parte por si mesmo. Há momentos em que quase tenho pena das figuras em que este pessoal se coloca. Não há mordomias ou futuras portas abertas (ainda acaba em “reitor”?) que compensem este tipo de prestações. Ou melhor, há para quem valha, mas somos de estirpes muito diferentes.

(o secretário, claro, anda em modo stealth…)

11 thoughts on “Uma Questão De “Prevalência”

  1. Segundo a intervenção do ministro, estas duas semanas de interrupção das aulas serão então compensadas com a eliminação da interrupção do Carnaval, alguns dias sobrantes da interrupção da Páscoa e adiamento da data final do fim das aulas deste ano lectivo. Com a tomada destas medidas avulsas, nota-se deste modo uma clara falta de preparação do Ministério de Educação para o imediato retorno do ensino à distância que, eventualmente, poderá voltar dentro de duas semanas caso a situação da pandemia assim o exija.

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  2. Tens toda a razão Tiago.

    Só tu sabes porque eu vou à escola.

    Queriam o doce E@D agora e as amêndoas na Páscoa?

    Chega-lhes Tiagão.
    Quase lhes mordias, lol.

    E os sacanas dos garotos também…
    Férias na Páscoa e em junho!
    Pois bem, estão de castigo.

    Ninguém segura o geringoncismo!

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  3. As intervenções do ministro mostram que é um psicopata desejoso de consideração social. Não hesitou, com o seu negacionismo radical no seguimento de Trump ou Bolsonaro, em colocar as vidas dos alunos, auxiliares, professores e respetivas famílias em risco. E agora, com um discurso hipócrita ameaça que independentemente do progresso da doença todos irão regressar às trincheiras. Este era o momento para procurar as soluções que garantissem a segurança das atividades letivas, nomeadamente, o distanciamento dentro das salas de aula, 1 aluno por carteira, o que na maioria dos casos reduz as turmas ao máximo de 16 alunos, garantir que todos os alunos podem beneficiar do ensino à distância, como tinha prometido, lutar para que os professores e auxiliares fossem integrados na segunda fase da vacinação, …

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  4. Estão todos em delírio… “Espelho, espelho meu, há alguém mais bonito do que eu?”

    Alguns já estão a ficar senis… O Presidente, esta semana, falou dos mortos por Covid com um encolher de ombros, 219 ou 290? Qualquer coisa por aí… Deu uma “palestra” (conversa fiada), fomentando um encontro de gente durante mais de três horas num auditório e usando “a escola” descaradamente para campanha política.

    Quanto ao tiaguinho, não duvidem que será “reitor” de qualquer coisa. Já estará prometido. O mordomo Costa? Desaparecido em combate, como convém.

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  5. A minha capacidade para tentar entender está gente está a esgotar-se. Vamos ficar duas semanas parados e não vai acontecer nada para tentar preparar as escolas para está situação e depois volta tudo ao mesmo. Mas eles acham em duas semanas o vírus vai desaparecer?

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  6. Com a semestralização do calendário escolar as atividades letivas apenas são suspensas por 3 a 5 dias (depende da dimensão dos agrupamentos que podem necessitar de 3, 4 ou 5 dias para reunir todos os conselhos de turma de avaliação). Numa medida que apoio totalmente as escolas estão abertas para as crianças menores de 12 anos cujos pais trabalham em serviços essenciais, para os alunos de necessidades educativas especiais e continuará a ser assegurado o apoio alimentar a todas as crianças que beneficiam da ação social escolar. As notícias que circulam com o título «escolas fechadas durante 15 dias», são manifestamente exageradas. Não percebo como esta medida equilibrada e que vai salvar vidas de alunos, auxiliares e professores e respetivos familiares, permitindo que 2,5 milhões de pessoas possam estar confinados e ajudar a salvar o SNS possa levantar dúvidas ou críticas.
    O foco deve estar na preparação do regresso das atividades letivas.
    1. Especialmente solucionar o grande problema do distanciamento social dentro das salas de aula – estabelecer o princípio de um aluno por carteira, se for necessário com turmas em regime misto (16 alunos na sala de aula e 16 a assistirem à aula remotamente em casa ou, caso não tenham os meios, noutra sala da escola através do projetor multimédia ou encontrarem outro meio – o importante é que nos espaços fechados não estejam professores e alunos a menos de 50 cm de distância durante 7 horas por dia);
    2. Efetuar rastreios de forma periódica à comunidade escolar;
    3. Perante casos positivos agir rapidamente e de forma uniforme no todo nacional, com a turma e os professores da turma que estiveram em contacto com os alunos que testaram positivo em isolamento profilático (porque não é isso que se está a fazer – os alunos testam positivo e apenas, em alguns casos, os alunos da turma ficam em isolamento profilático e os professores potencialmente infetados continuam na escola sem serem testados e em contacto com os alunos de outras turmas em salas repletas);
    4. investir de forma séria no recurso ao ensino remoto, criando condições para que nenhum aluno seja excluído;
    5. garantir que os professores e auxiliares estejam incluídos na segunda fase de vacinação que, de acordo com o que tenho lido na imprensa, deve ser efetuada durante o mês de abril de 2021.
    As escolas cumprem desde o início do ano as restantes regras para o controlo da pandemia: o uso de máscara; a existência de produtos de desinfeção por todos os espaços; imensa informação sobre as regras de segurança, percursos para serem seguidos para assegurar distanciamento social fora da sala de aula; planos de contingência … Mas para que serve todo este meritório esforço se dentro das salas de aula, impossíveis de ventilar durante o inverno, os alunos continuarem ombro com ombro?
    Concentrem todas as energias nestas medidas e o ano letivo poderá ser salvo sem colocar em risco as vidas de alunos, auxiliares, professores e respetivas famílias. É preciso acreditar e agir e não propagar discursos negacionistas e hipócritas.

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  7. Isto só me faz lembrar um casa de loucos em auto gestão. Já não consigo ver sentido, lógica nestas trapalhadas. Mas se calhar sou eu que estou a ficar louca !!!!

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  8. #António Ribeiro
    Como se fosse tão simples implementar! Diagnosticar e propor medidas no papel é facílimo, o pior é executar! Quem dera que fosse possível 😢

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