A Família É Uma Nação?

Sem ser necessário um grande esforço, consegue seguir-se a “narrativa” da “opinião” publicada no Expresso como se fosse uma espécie de novela do pais do faz-de-conta. A culpa é de “todos”, como se “todos” tivéssemos a mesma capacidade de agir. Como se, subitamente, o governo fosse um colectivo à escala nacional e o Primeiro-Teimoso, desculpem, o Primeiro-Ministro apenas um entre os pares. Não foram os meses de medidas não tomadas, a não aceitação dos avisos de quem projectava a dimensão da segunda vaga, não foi o populismo da folga natalícia, não foi a lentidão da reacção às evidências, fomos “NÓS”. Nós, o caraças!

O “falhanço nacional” é o fecho das escolas? Não é sermos o país com mais óbitos e contágios por milhão de habitantes no mundo? Não são as mais de 1500 mortes numa semana?

Não, pá, não foi bem isso que se passou, Mas eu percebo a tendência para fazer diluir a responsabilidade de uns quantos na massa enorme do “todos nós”. E o empurrar do “falhanço” para o “fecho das escolas”. “Inevitável”, mas só “agora”. Não é verdade. Esta “leitura” é quase tão inaceitável quanto “o preço de sermos humanos” do outro filho d’algo na bancada de filhos d’algo que é a prateleira dos opinadores residentes do semanário balsâmico. O que está a tentar fazer-se é, com rapidez e mais ou menos habilidade, uma enorme manobra de branqueamento.

O fecho das escolas, infelizmente inevitável perante os números atuais, é o maior símbolo do falhanço nacional.

Ricardo Costa

23 thoughts on “A Família É Uma Nação?

  1. Paulo, antes de mais deixa-me parabenizar-te pela tua coragem e pela tua resiliência que demonstras ao desmontar incansavelmente as teias que peiam este país de ambicionar melhor sorte no, como se dizia há uns anos atrás, ‘concerto das nações’.
    A verdade é que este país se desgraça às mãos deste PS e de uma infindável entourage de sabujos vassalos que o cheiro do poder, a extrema flexibilidade da espinha, a necessidade e a falta de escrúpulos pode criar.
    A economia de Portugal é já das mais frágeis da Europa.
    O alinhamento dos jornais à política é do PS é tão desavergonhada e absurda que o cavalheiro que escreveu o artigo que linkas não se sente incomodado por manter uma posição de responsabilidade na redação de órgãos de comunicação e de escrever sobre as atividades realizadas pelo seu irmão. (Nem a mais ingénua interpretação do tão violado CPA permitiria uma situação destas!).
    Forte da impossibilidade da Justiça e do caos dos tribunais a corrupção torna-se desanimadoramente audaz e arrogante.
    A bolsa portuguesa, enquanto barómetro da atividade empresarial (por assim dizer) deste desgraçado país é a pior da Europa. Pasmemos: Até o Syriza faz melhor que o Costa! (Disse-o por aqui há uns tempos atrás: https://raposotavaresbolsaemercados.wordpress.com/2020/12/27/a-bolsa-portuguesa-num-balanco-lastimavel-a-dez-anos/ )
    Agora a COVID 19 é a cereja no topo do bolo da incompetência desta classe política.
    Quanto às eleições em tempo de COVID, pode-se dizer mais?

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  2. O irmão a fazer publicidade enganosa, quanto receberá o expresso por lhe dar “tribuna”?
    Esta criatura sem escrúpulos faria de Maquiavel um exemplo ético.
    Com uma retórica semelhante chegou hitler ao poder…

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  3. pois….”o querido”. Deve ter recebido umas massas do governo para publicidade no primeiro confinamento. Daí o mansinho que eles são! Vou-me enganar no que vou escrever a seguir.
    Desde o 25 abril que em tempos de partido socialista na governação, a comunicação social (leia-se) opinião publicada foi “mansa”. Com governos do partido social democrata…aquilo era sempre a bater no ceguinho..
    A culpa disto agora?. Não, não é dos Tugas! é de quem os governa (mas também não queria estar no lugar deles). Sim de alguns deles que vivem num mundo de fantasia, dentro de “uma bolha”! Que da realidade conhecem nadinha…..basta ler o que escrevem. Dizem umas coisinhas á segunda mas á quarta estão a dizer quase o contrário! São os mesmo de sempre ainda antes dos tempos do guterrismo (para não ir mais atrás no tempo)….quiça cata-ventos!!!

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  4. Ricardo Costa, tenha vergonha do que escreve. O seu irmão mandou 2 000
    000 de pessoas para a rua(escolas) e em simultâneo culpou-as de não ficarem em casa!!!!
    Dr Balsemão, quanto recebe do costa para dar voz a este infame verme?

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  5. Variante inglesa é mais mortífera além de mais contagiosa
    É o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que o afirma: a variante inglesa mais contagiosa do novo coronavírus também parece estar ligada a uma mortalidade mais elevada.
    Lamento que o governo português não adopte o lema do governo britânico relativamente à pandemia.
    O único programa legítimo para um governo seria:
    Fiquem em casa
    Protejam o SNS
    Salvem vidas
    Em vez de aplicarem este programa que permitiria salvar vidas estão preocupados que os alunos possam perder meia dúzia de dias de aulas presenciais. Será mais importante manter as aulas sem condições de segurança ou evitar uma morte cruel numa ambulância à porta de um Hospital?
    Esta é única solução
    Fiquem em casa
    Protejam o SNS
    Salvem vidas

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  6. Citar fora de contexto é normalmente uma prática falaciosa intencional. Não acredito, contudo, que fosse sua intenção fazer uma “leitura” do texto de Ricardo Costa que servisse o propósito de dar pernas à sua ideia de que está em curso a tentativa de fazer um enorme branqueamento. Digo isto porque me parece óbvio ( é essa a minha “percepção”) que o opinador está a referir-se a países, no caso particular de Portugal dizendo que já não há forma de o país se sair bem nas contas da pandemia e a atribuir de modo muito claro a responsabilidade disso ao governo que, e cito, “perdeu o controlo de uma situação…que só pode tentar agarrar parando tudo e desdizendo tudo”. Refere ainda, sobre o encerramento das escolas que “a linha vermelha…foi apagada num ápice e sem que nada estivesse preparado para isso”.
    Como parte de uma tentativa de branqueamento parece-me bastante inconseguida.

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      1. Jorge Mendes e M.elis,
        Não tenho a vossa candura na análise.
        E rejeito liminarmente a imputação (intencional) do Jorge Mendes (não é a primeira, aliás, como já referi em réplica anterior) que eu cito de forma descontextualizada as coisas – ou que trunco informação – para produzir prosa desonesta. Não sei em que meios se move, talvez tenha o hábito de medir os outros por quem conhece. A mim, não conhece, guarde as lições de “moral” para outros. No seu caso, infelizmente, é que costuma existir a tendência para deturpar o que escrevo, mesmo de modo explícito.

        Vamos lá..
        A frase que destaquei tem um significado claro, seja em que contexto for.
        Se o fecho das escolas “é o maior símbolo do falhanço nacional” não existe grande volta a dar.
        “O falhanço nacional” foi o quê? A falta de controlo da pandemia? Certo?
        Então o “símbolo maior” não será o nível de mortes e contágios?
        Par que é preciso ir buscar o “fecho das escolas”?
        Acaso existiu o cuidado de referir que esse fecho poderá ter estado, em Março, na origem de uma primeira vaga muito baixa?

        Claro que poderemos elaborar sobre a intenção do RCosta ao escrever o que escreveu, mas não podemos fugir ao que está explícito..
        É claro.
        A escolha do “símbolo maior” está impressa para memória futura e podemos enroupá-la e contextualizá-la como bem entendermos, que agora só se poderá lamentar alguma inabilidade.
        O branqueamento – visível na forma como outros opinadores do mesmo semanário foram apresentando situações que estavam longe de inesperadas e foram anunciadas há mais de um mês? – visa sacrificar uma parte (a do erro de cálculo) para salvar o essencial (fizeram o que puderam, quando não podiam fazer outra coisa, depois de terem tentado tudo).

        Não sei se será da idade, se de um maior “calo” nisto, que não alinho em leituras benignas, que tentam apagar os avisos e alertas feitos desde o início de Dezembro.

        No caso do Jorge Mendes, na sequência de comentários anteriores a outros posts, não me parece que seja sequer uma divergência de opiniões que nos divide (o que não me incomoda nada, até porque em regra não tem razão), é algo diferente. É a sua desconfiança natural em relação às minhas intenções, mesmo quando diz que não é isso. Só que as “marcas” são evidentes.

        Estou a mover-lhe um processo de intenções?
        Porque não? Não penso que seja exclusivo seu.

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      1. Dá-lhes, Paulo.
        Estes “comentadores” fazem parte da corja neo-socretina, que ataca de novo. Não se esqueçam que este irmão era o número 2 da famigerada criatura. Ah! Também já começa a aparecer no tráfico de influências”escutado”…

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      2. Há de facto casos em que deturpo o que escreve explicitamente. Já me chamou a atenção para um, gabo-lhe a paciência, que reconheci prontamente.
        Não é, porém, essa a situação presente. Talvez por causa da idade não tendo a fazer leituras benignas ou malignas seja do que for. Não estou também a perorar sobre a intenção do Ricardo Costa. O texto é suficientemente explícito para que surja essa vontade. E não me é necessário recorrer ao que ele poderia eventualmente ter dito para achar no que ele disse um sentido que lá não está. E porque é do texto dele que estou para aqui a falar não me parece curial falar de outros comentadores do semanário para tornar mais forte a tese da tentativa de branqueamento. Ou há e está no texto em questão e, então, poder-se-á supor a existência da coisa, ou não está no texto em questão e procurar nele indícios daquilo que se dá como existente é “virar o bico só prego”.
        Não sou propriamente um desconfiado natural mas respostas como a que apresentou ao meu comentário levam-me a repensar o meu “posicionamento”.
        Citando o Ricardo Costa ” depois do desastre das comparações internacionais e da capitulação das escolas…a abstenção será o tiro fatal…. E Portugal (nós na sua leitura conspirativas) …nem conseguiu apagar do boletim um militar que não é candidato”

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  7. O Pedro Santos Guerreiro está na TVI24 a dizer asneiras. Diz que não se avançou para o ensino à distância porque as escolas não estavam preparadas, porque as direções não se prepararam! É preciso ter lata!

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  8. O branqueamento é, e sempre foi, prioridade geringonça.

    Costa & Geringonça
    não perderam “o controlo de uma situação”.

    Costa & Geringonça
    são fator de descontrolo de inúmeras situações.

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  9. Jorge Mendes,
    Não faço ideia do seu “posicionamento”. Não o conheço, não sei de onde vem ou onde está, pelo que não posso avaliar.
    Quanto ao mais, claro que podemos optar pela leitura muito literal de tudo o que está escrito.
    Por exemplo que o fecho das escolas é o símbolo maior do falhanço nacional.

    Há lá outras coisas, igualmente relevantes.
    Mas eu aprendi a jogar xadrez em pequeno e sei o que pode valer um gambito quando o adversários só faz as contas de somar.

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  10. Paulo Guinote

    As vantagens posicionais de um hermeneuta encartado são coisa mui difícil de enfrentar.
    Assim sendo vou continuar a assistir ao processo de branqueamento em curso e continuar a ler a novela do país de faz de conta como se estivesse a fazer uma conta de somar.

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    1. Ahhh… ironia a caminho do sarcasmo.
      Gosto disso. Já estamos na mesma onda.

      Um “pormenor”: há uns tempos, fui contactado por mail por alguém que me garantia o acesso a “segredos” e “podres” envolvendo dados(s) governante(s). O quid pro quo seria uma espécie de “eu dou-te isto e tu publicas”.
      Como sou “desconfiado”, estranhei e fui dando corda à pessoa, até ter a certeza que não passava de uma identidade falsa, criada para “entalar” quem fosse nas conversas e acabasse por divulgar falsidades e assim minar a credibilidade de forma fácil.
      Não fui o único visado. Mais tarde, confirmei com outras pessoas (plural) a situação-
      Não fora eu “desconfiado” (entre capacidades de “hermeneuta”) e ter.me-ia lixado com um grande PH.
      Claro que lhe confidencio isto aqui, porque ninguém vem aqui ler-me as deturpações que faço das intenções de toda a gente, de políticos a familiares, jornalistas ou não. Todos sabem que este é um antro de “maledicência” como alguém nosso conhecido costumava afirmar, entre vitimizaçõesç

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  11. Há pouco dizia que não sabia em que meios é que eu me movia. Pelo que me confidencia agora é certo que não me movo nos mesmos meios em que se move.
    Se eu soubesse que este é um antro de maledicência garanto-lhe que não o frequentava.

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