Mas Não Se Andou A Tratar Disso No Início De Setembro (E Mesmo Antes)?

Há duas coisas que faltam, em níveis e escalas diferentes: equipamento em quantidade suficiente, em especial no Básico e uma adaptação dos critérios de avaliação dos alunos, pois a maior parte dos Planos de Contingência que li definem os 3 modelos de ensino, até adiantam parte da sua operacionalização no plano local, mas depois parecem assumir que a forma de avaliar é a mesma em qualquer dos modelos. E não é.

Claro que agora o ME quer dar a entender que foram as “escolas” a não se preparar. E não é bem assim. Tenho pena é que os representantes dos directores não sejam bem claros acerca disso e optem por um discurso em forma de nim.

Já agora… hoje de manhã havia telescola na RTP Memória. Eu pensava que tinha sido dito que era para parar todas as actividades lectivas e não lectivas.

Diretores e dirigentes escolares estão preocupados com a falta de meios informáticos e de condições familiares para estudar em casa, se os alunos forem obrigados a voltar ao ensino não-presencial.

2ª Feira – Dia 4

Tem estado quase toda a gente entretida a discutir a ascensão da “extrema-direita” naqueles moldes muito provincianos que é habitual entre os politólogos (oficiais ou de redes sociais) cá do burgo. Salvo raras excepções, parecem muito preocupados com a “reconfiguração da Direita” e o que poderá fazer o PSD, se der a mão ao Chega para chegar ao poder. A esse respeito, apenas duas notas, que não me apetece entrar muito neste tipo de debate de faróis nos mínimos. Em primeiro lugar, um raro elogio a Rui Rio que ontem foi quase o único a apontar para a geografia do voto em André Ventura e a sua implantação nos bastiões que em tempos foram do PCP e que tradicionalmente votam mais à esquerda; ele tem razão, o voto em Ventura é mais um voto de protesto do que um voto ideológico. E isto conduz-nos à segunda nota que é o de o Bloco e o PCP se terem deixado “normalizar” tanto na geringonça que correm o risco de canalizar o tradicional voto de protesto “contra o sistema”, pois eles próprios aceitaram participar nesse sistema que tanto criticavam, não lhe trazendo especiais modificações; daqui decorre que uma das possibilidades de combater o Chega é exactamente “normalizá-lo”, porque a atracção pelo poder é imensa em Ventura e, chegando à mesa dos “grandes”, deixará cair muito do que agora ergue como bandeiras, para ter uma parcela das benesses e honrarias. E depois de se ver de que massa é mesmo feito (de um oportunismo sem verdadeira substância), o eleitorado de protesto irá abandoná-lo, em busca de outro partido anti-sistema. Desde o PRD que as coisas são assim, mais ao centro, à esquerda ou à direita.