O Peso Das Palavras

Quando me lembro de ler algo como “falhanço nacional” acerca do encerramento das escolas e depois vejo dezenas de ambulâncias paradas, horas a fio, a fazer de quartos de enfermaria, no acesso aos vários hospitais do país, penso que só podem estar a brincar comigo.

Quando a propósito de duas semanas sem aulas há quem fale em “geração perdida” ou “destruição de uma geração” e todos os dias morrem, de uma doença que alguns iluminados negam existir ou ser digna de especial atenção, o equivalente a um avião de passageiros, daqueles já bem grandes, quase tudo gente idosa, só posso pensar que estou perante gente que gosta de piadas de mau gosto.

7 thoughts on “O Peso Das Palavras

  1. Confesso que ler e ouvir negacionistas abala a minha, até agora, profunda esperança na humanidade. Não compreendo que com tanta cidadania, proclamação de direitos, defesa de minorias, algumas distantes, de proteção dos mais frágeis, etc., se revele total indiferença face ao sofrimento que vemos, não só dentro de portas, como lá fora. Outras guerras houve em que os mais jovens se sacrificaram, dando a vida. Hoje, pedir-lhes que fiquem em casa, para se poderem salvar os mais velhos, é condená-los à miséria, à ignorância perpétua, ao ultraje, à penúria, ao sofrimento insuportável…
    Aí estão os reis, que foram crianças-príncipes, para reivindicar o seu pleno direito ao trono, acima de qualquer outro direito, “é a vida”, dizem…

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  2. Em abril de 2020, perdi a minha mãe. Quatro dias antes falecera a sua irmã mais velha e três horas depois de minha mãe faleceu a sua irmã do meio. Perdi três provectas senhoras (a mãe e duas tias, três irmãs adoráveis) sem lhes poder fazer uma cerimónia fúnebre digna e sem as poder abraçar e beijar desde há um mês.
    Não quero com isto a comiseração de quem lê, antes a consciência da gravidade da situação.
    Protejam-se e protejam os mais vulneráveis.

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  3. E que dizer do rato Costa que se colocou logo no primeiro lugar para a vacina!!!!
    Então o comandante não é o último. COBARDE, não teve coragem de estar na 1.ª fase, esperou pelas cobaias, mas “meteu-se” logo à frente dos prioritários na fila.
    Então os critérios não eram científicos e privilegiavam os grupos de risco?????
    RATO COSTA. Até já falta o oxigénio, e não estamos na Amazónia!!!!!!!
    Antes o Bolsonaro!!!!!

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