4ª Feira – Dia 6

Os períodos de confinamento têm sempre os seus pequenos dramas, como aquelas pessoas que aproveitam para fazer obras ou bricolages diversas quando por perto há quem esteja em teletrabalho ou, por exemplo, quem precise de níveis de som adequados a, digamos assim, uma “sessão” (não confundir com aula) de uma disciplina “estruturante” do Secundário.

Mas depois do que se viu ontem nos ecrãs da televisão sobre o estado em que estão os novos hospitais e o pessoal que lá trabalha, como os enfermeiros do Amadora-Sintra que tiveram de voltar ao serviço para transferir os doentes para quem não havia oxigénio, tudo se relativiza.

12 thoughts on “4ª Feira – Dia 6

  1. O que dizer e o que fazer num país em que o Governo abriu o Natal a todos, permitindo agora que já haja 300 mortos/dia, e mesmo assim o PS está com 40% nas sondagens? Já sei: emigrar para a Nova Zelândia. Não há conserto para Portugal.

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    1. Ora aí está uma fidelidade que me espanta…
      Mesmo assim, a avaliar pelas parvoíces a que assisti no destrambelhado desconfinamento de Natal e ano novo, desconfio que haja quem não se tendo infetado, esteja a gastar por estes dias muito mais roupa interior do que seria normal.

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  2. Ouvi o sereno Lacerda há uns momentos atrás.
    Parece que não houve rotura nenhuma no Amadora Sintra. O Lacerda explicou que os doentes foram transferidos antes da rotura.
    O Lacerda, concluo com alarvidade, só tem um furo num pneu se só o substituir depois de a jante o ter cortado contra o asfalto. Semântica e silogismos ao desbarato.
    Ainda me dizem que as humanidades não dão retorno… ou não fosse o Lacerda, sales.

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  3. Um dia em cheio para a Humanidade se começar a confrontar com o seu futuro. Centeno volta hoje aos écrans, certamente para explicar que o confinamento é uma etapa necessária entre a cativação e a capitulação.

    Teremos o ensejo de vislumbrar com o que se vai parecer guerra comercial entre Europa e o Reino Unido, a qual só terminará com o desmembramento do segundo e a absorção da primeira pela Rússia.

    Será também um ótimo dia para percebermos quem vai sair a ganhar nesta história das vacinas e como os genéricos fabricados na China e na Índia acabarão por resolver o problema cilindrando os registos de patentes.

    Poderemos também ver a humanidade caminhar com o passos seguros (o que não é o mesmo que caminhar com Passos & Seguro) para a generalização da insurreição que minará as economias do Velho Continente e o deixará à mercê de regimes autoritários com apoios de leste.

    Um dia, em suma, para percebermos como tudo o que estava previsto tinha de acontecer, até porque o bom-senso sempre foi o primeiro bem essencial a desaparecer das prateleiras em tempos de crise. E a crise é como o Natal: é quando o homem quer.

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  4. E que dizer do rato Costa que se colocou logo no primeiro lugar para a vacina!!!!
    Então o comandante não é o último. COBARDE, não teve coragem de estar na 1.ª fase, esperou pelas cobaias, mas “meteu-se” logo à frente dos prioritários na fila.
    Então os critérios não eram científicos e privilegiavam os grupos de risco?????
    RATO COSTA. Até já falta o oxigénio, e não estamos na Amazónia!!!!!!!
    Antes o Bolsonaro!!!!!

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  5. A oportunidade foi criada pela presidência portuguesa da CE. Os senhores de CE puderam assim vir governar o país, enquanto os ministros se confinavam mansamente. A Alemanha já ofereceu ajuda: será que vão mandar 100 médicos e enfermeiros que falam português? Não deve ser difícil encontrá-los porque, embora trabalhem na Alemanha, foram formados nas universidades portuguesas. Por acaso até têm passaporte português. Isso facilita a transferência, pois arriscavam-se a levar o orçamento à falência com alguma brincadeira no aeroporto. Uma daquelas brincadeiras em que se paga um montante que dava para ter a funcionar, durante um ano, um sistema de controle de entradas que evitasse certas estirpes e poupasse muitas vidas. Em vez disso gastaram tudo numa pessoa e não impediram que morresse.

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  6. Dentro de 48 horas será anunciado que os escuteiros e todos os professores que realizaram acções de formação creditadas em Socorrismo Para Totós serão requisitados para reforçar as urgências hospitalares.

    De facto, durante décadas, o número de vagas para Medicina não aumentou ao mesmo ritmo do que o de outras áreas.

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