Pelo Educare

(…) Se é inegável que o fecho das escolas é indesejável e que o ensino presencial se revelou bem mais eficaz do que todas as teorias futuristas de uma Educação Digital anunciaram, também parece algo exagerado apresentar esse fecho como uma catástrofe geracional, quando em apenas uma semana (de 18 a 24 de Janeiro) se registaram mais de 1600 óbitos causados directamente pela pandemia. A carga de dramatismo colocada na suspensão das actividades lectivas atingiu níveis hiperbólicos, com expressões como “a destruição do futuro de uma geração” ou variações em torno do sacrifício que é para as famílias ficarem com as crianças em casa por 15 dias.

3 opiniões sobre “Pelo Educare

  1. Teremos mais uma boa oportunidade para repensar a aprendizagem das escritas e para reavaliar a necessidade de encontrar meios de substituição para desenvolver algumas das competências relacionadas com a motricidade fina. Algum dia a caneta será substituída.
    É claro que haverá previsivelmente desigualdades a superar mas até para África já há soluções. E nunca foi tão fácil e barato colocar satélites em órbita. Esses problemas resolvem-se rapidamente se houver vontade política. O problema que não se resolve é o aprofundar do fosso entre a ferramenta e o utilizador. Essa é a parte perigosa do caminho. Pode-se ensinar uma criança a desmontar e até a reconfigurar uma caneta (para a transformar numa zarabatana, por exemplo), mas fazê-lo a um computador vai ter de esperar. E nós sabemos que a “óptica do utilizador” presta-se a manipulações da mente. Basta ver a reconfiguração cerebral que o EXCEL trouxe aos economistas e governantes por esse mundo fora.

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  2. Fora todas as legitimas reflexões que possamos fazer, fica-me sempre uma aziazita por ninguém questionar a m€%$@ de ‘educação’ que a malta que escreve para os jornais dá aos miúdos.
    Fónix! Pessoal que presume saber de tudo, que assume sapiências enciclopédicas, que se assume tudo o que for possível, que traça os destinos do Benfica, do Sporting, do país e do mundo, fica em pânico se tiver os ‘putos’ em casa?
    E se fossem parir cegonhitos pelo orifício mais afastado do queixo que têm?
    Virem agora com as ‘perdas irreparáveis’, é que não vale a pena…

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