3ª Feira – Dia 12

E agora é ver todos os escribas que antes diziam não ser tempo para apurar responsabilidades e apontar culpados pela má preparação para a 2ª/3ª vaga da pandemia a ir atrás da vacinação fraudulenta de qualquer um@ que conheça o responsável “local” pela coisa. E eu até acho bem tamanha indignação, mas quer-me parecer que andamos muito preocupados no combate à dor de cabeça, deixando para “o momento ideal” o combate à infecção. Sim, veio ao de cima o que de pior existe em nós (e também em outros), quando existe a possibilidade de usar da bela “cunha” para passar á frente na fila, seja nas vacinas, seja no acesso a subsídios, seja no “concurso” para certos cargos, de administrativo na freguesia a procurador lá pelas Europas. A cunha familiar ou partidária está entre nós de plena saúde. Só me espanta que estejam a vir ao de cima tantos casos, porque o habitual é quem quer denunciar ser intimidado ou cooptado para a marosca.

Mas é emocionante ver tantos artigos de opinião a verberar as más práticas dos pequenitotes da Situação. Resta saber quando acharão que é o tempo certo para ir atrás, sem medo de perder tenças ou comendas, adquiridas ou por adquirir, dos grandotes. Dos que, na prática, permitiram que tudo se descontrolasse, com justificações do mais idiota. E nem vou falar na sucessão de disparates do ministro Tiago que é a prova provada que se pode ser “cientista” e não propriamente muito… muito… sei lá… adequado à função?

(entretanto, recomendo vivamente a leitura da caixa de comentários a este post do Rui Cardoso, com o o requerimento do Luís Braga, no blogue do Arlindo; fica-se com um quadro muito fiel do “país” e, de forma acessória, do que agora são muitas “salas de professores”)

11 thoughts on “3ª Feira – Dia 12

  1. Cada vez mais penso que nestas situações aqueles que mais afirmam estar preocupados com o país, e que agora não é altura de reclamar porque há gente em situação pior, serão na sua maioria professores colocados longe de casa e que assim com o ensino a distância podem ficar junto das suas famílias. Devem ter medo que se muitos reclamarem pela falta de material o ministério obrigue toda a gente a ir para as escolas…

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  2. Todos os professores para a escola! Toca a lecionar aulas síncronas, em simultâneo, a todas as turmas, em todas as salas (que não chegam para todos!). Organizem-se em cada escola. É a única forma de resolver isto de uma vez! Por dentro!

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  3. Esta luta deveria ser feita através dos representantes oficiais dos professores. Infelizmente fazem tanto como eu … Sentados nos sofá fazem zoom e escrevem umas coisas em e-mails e sites.

    Esta luta só produz RESULTADOS se meter tribunais e bons advogados. Nem que seja para futuro próximo.

    Vou dar o exemplo da minha escola e de várias que conheço pessoalmente… Com 300€ compraram webcameras para todas as salas. Enviaram e-mail avisando quem não quer ou puder usar devices em casa se dirija para a escola nos tempos letivos.
    Sabendo como estão as cantinas e a climatização nas escolas acham que os docentes vão em força para as salas?
    Caso fossem e corresse mal acham que o ME ou os Diretores estão preocupados? Eles querem é evidências, assinatura no sumário e quantidade em horas na vídeoconferência.
    Tudo para inglês ver…o resto não interessa nada.

    Concluindo, as organizações representativas da classe com recurso a bons advogados seria a solução. Iniciativas persolazidas tem todo o mérito, mas lamento… São zero a nível nacional. Quem ganhou um PC por 5 dias não resolve nada.

    Deveríamos era lutar para que os nossos representantes nos representassem.

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  4. Uma solução muito fácil seria um complemento salarial. Com aquilo que as escolas estão a poupar mensalmente em luz água aquecimento materiais vários …seria muito fácil.

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  5. A reclamação de Luís Sottomayor é a de um direito legítimo.
    Não é uma uma vingançazinha e egoísmo dos professores num momento tão complicado.
    É lamentável ler comentários de ataque pessoal aos professores que reclamam um seu direito, tentando reduzir a reclamação a uma mesquinhez nada altruísta e de quem não quer fazer nada.
    Contudo, apenas li um comentário referir a responsabilidade política, técnica e moral em toda a situação. Refiro também:
    – O PM Costa que prometeu, logo em março ou abril/2020, computadores, internet e planos a disponibilizar no início do novo ano letivo e mentiu;
    – O SE Costa, que afirmou várias vezes que no ensino não há teletrabalho, para impedir professores em grupos de risco de trabalharem a partir de casa (e a maioria desses -e dos outros – foram para a escola, contra conselho médico, por causa dos seus alunos). Ora, o SE Costa, tal como se vê agora, mentiu;
    – O ME Tiago, que só no final de dezembro fechou o processo de compra de computadores para alunos, por cerca de 100 M€ (o que foi feito dos outros 300M€?). Contudo, disse sempre que o processo estava mais que resolvido e, como se vê, mentiu;
    -O ME, que devia ter logo promovido ações de formação de carácter técnico para que todos os docentes estarem preparados para enfrentar com confiança o E@D (e que não precisam de mais e mais ações sobre motivação e inclusão);
    -O ME Tiago e o SE Costa, que nunca questionaram que nunca refletiu sobre o que é ou deve ser o E@D, em vez de trasladar o ensino presencial para trás de um ecrã, com uma catadupa de horas síncronas;
    – A SE Ramires, que nunca deu informações sobre a articulação do E@D com o RGPD;
    – O ME, que nunca se dignou mandar as escolas questionar se os professores tinham ou não competências e equipamentos informáticos para um mais que previsível E@D (por muito que negassem a eventualidade, por não a quererem)
    – A DGS, que redigiu orientações para o retomar das aulas presenciais totalmente contrárias às da OMS e às que dava a lojas, restaurantes e outros serviços, baseando-se numa suposta falta de evidência científica dos riscos de exposição das crianças ao vírus,
    – O presidente da ANDAEP, Filinto Lima, que afirmou reiteradamente que as escolas estavam preparadas para o ensino presencial, o que é mentira; e que afirmou que as escolas estavam preparadas para o ensino não presencial, o que também é mentira.

    Gostaria que questionássemos se estes chorrilhos de mentiras surgiram por convergência de incompetências ou de velhacaria… é que parece demais…

    Eu, professor, posso escolher fornecer ou não os equipamentos pagos por mim e as competências que procurei desenvolver por mim.
    Compreendo quem o faça e um argumento aceitável é, obviamente, a questão pessoal de quem está colocado longe de casa, ou tem filhos pequenos sem escola, mas os outros argumentos são pobres e/ou ad hominem, resvalando para uma suposta superioridade moral/ altruísmo de quem o faz.
    Também compreendo quem não o faça e um argumento aceitável é a questão pessoal de não admitir colocar ao serviço do ME aquilo que o mesmo ME nunca comparticipou (assim como há muitos anos nem sequer livros comparticipa, nem sequer os que são aconselhados nos programas das disciplinas). Também é aceitável o argumento de quem não tem equipamentos atualizados nem quererem ir a correr comprá-los…

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    1. Comentário lúcido.
      Sugiro a leitura “Ensaio sobre a cegueira” para os que atacam o carácter do Luís.
      “Se um cego não vê, pergunto eu, como poderá ele transmitir o mal pela vista” (p. 62).

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