Os “Antagonismos” São Superficiais

Porque em muito do essencial (culto do sucesso a qualquer custo, desresponsabilização perante qualquer “fracasso”, modelo de carreira docente, modelo de gestão escolar) os dois “lados” estão de acordo. A verdade é que na maior parte dos casos, acaba tudo a almoçar junto. E mesmo o “radical de serviço” (o Mário que agora é das Barbas) parece ter tomado um daqueles tranquilizantes XXL.

Como a escola portuguesa está consensualmente enredada por duas décadas de excessos contraditórios, exige-se um recomeço assente na simplificação organizacional. Urge, como a pandemia revelou, uma escola que se reencontre com as suas raízes: não substitua a sociedade e volte a ser liderada pelo professor.

4 thoughts on “Os “Antagonismos” São Superficiais

  1. Não se trata exactamente dessa dicotomia em que no essencial estão de acordo. É mais profundo ainda, digamos assim. É noutro registo. Mais à volta da sala de aula e da essência do ensino. Vai dar ao mesmo, mas não é a mesma coisa.

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  2. O modelo organizacional da escola, GESTÃO e a sua sucedânea ADD, têm servido apenas para apoucar e amesquinhar a dignidade do professor. Hoje nas escolas apenas é “importante” quem nunca deu aulas, e não me estou a referir aos AO ou AT…!
    A pandemia PROVOU ser, esse, um
    caminho desastroso…para os alunos. Há uma pandemia, muito grave e silenciosa, nas escolas, há quase duas décadas…
    Amesquinhar a dignidade é amesquinhar a qualidade do trabalho docente e este é ESSENCIAL à formação das novas gerações.

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  3. O problema é, de facto, muito este:

    «Generalizam-se estudos e opiniões sobre a escola como se não existisse sala de aula. E agrava-se por se lhe atribuir papéis insustentáveis na guarda dos alunos e na “totalidade” do caderno educativo. É uma radicalidade traduzida na escola a tempo inteiro (sempre associada à precarização dos profissionais e à fragilização democrática das organizações), com o objectivo de supervisionar o tempo das crianças e jovens subtraindo-lhes o espaço gregário lúdico e corporal. Se a escola surgiu para diferenciar a família dos espaços para aprender e para socializar, e se um século depois as sociedades não encontraram organizações substitutas, é um erro querer que a escola seja “tudo”»

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