6ª Feira – Dia 15

A corrida aos equipamentos está instalada. O ME emprestou manuais, mas encolheu-se até ao fim nos computadores, faltando entregar a maior parte. O SE Costa disse aos directores que é mais fácil a um cidadão do que ao Estado comprar um portátil, mas o que vejo no base.gov não confirma bem isso, porque vejo lá muitos equipamentos a ser comprados e depressinha. E desde Abril de 2020 até governantes muito ineptos conseguiriam melhor do que foi conseguido. O “Governo diz que empresas têm de pagar despesas com net e telefone no teletrabalho”, mas exime-se a si próprio dessa obrigação em relação aos professores. Nos últimos dias, soube-se que Portugal passou em tempos de pandemia a “democracia com falhas” e uma das mais evidentes é a do agravar do desrespeito pela legalidade pelos próprios poderes públicos. Na Educação é sempre que dá jeito. O sistema de ensino à distância vai voltar a funcionar com base nos meios privados da larga maioria dos professores e das “famílias”. Uma série de normativos estão desactualizados para este contexto de ensino remoto, mas tudo se resolve na base do apelo à boa vontade, se possível com base em telefonemas e nunca em suportes oficiais. Pedem-se aos professores responsabilidades e desempenho de que a equipa ministerial acha estar isenta. E quem não adere ao “paradigma” #SóCriaProblemas e lançam-se-lhes em cima as araras do “eu coloco os alunos em primeiro lugar”. E finge-se que não foram feitas promessas nbem claras e explícitas, preferindo dar-se a entender que se algo falhar é culpa “das escolas” ou da falta de dedicação missionária dos professores. Mas não é bem assim, não são os outros que são incompetentes, porque é nestes momentos que se percebe que há quem só lá esteja, para tapetes vermelhos e “acesso” a outros voos.

(um acrescento… esta espécie de “diário”, irá voltar a ser partilhado a partir da próxima 2ª feira, de regresso ao E@D, no site Educare, onde os verbetes aparecerão logo pela manhã, com numeração nova relacionada com a nova fase que vamos iniciar e de que não sabemos bem o fim)

10 thoughts on “6ª Feira – Dia 15

  1. Em Traseiras decidiu-se enviar para a Áustria, país que já se ofereceu para acudir aos nossos necessitados, os alunos que não tenham recursos para assistir, via internet, às aulas nas melhores universidades americanas.
    Esperamos poder retomar o normal funcionamento das instituições escolares à chegada da febre dos fenos. Para isso muito contribuirá o PIVETE (Plano Integrado de Vacinação e Testagem dos Educadores), o qual passará a ser coordenado pelo Cabo da Guarda, após a recente demissão do Rosmaninho. Este último alegou não ter vagar para continuar à espera das vacinas que por engano foram entregues na vacaria do “Meia Dose”, na freguesia de Arcledeu.
    Para acelerar este plano, iremos recrutar voluntários com larga experiência na administração de injeções. Foi para isso enviado o “Verga a Espinha”, reputado endireita e hóstiopata que há falta de um licenciado será doravante o nosso delegado de saúde, em missão de prospeção para procurar junto de um reputado centro de disponibilização de Metadona dois ou três cidadãos com o perfil adequado.

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  2. Na 6ª feira – Dia 15, também é publicado este decreto-lei: https://dre.pt/application/file/a/156544385, onde se pode ler «2 — Durante o período em que haja lugar à aplicação do regime não presencial, nos termos previstos na Resolução do Conselho de Ministros n.º 53 -D/2020, de 20 de julho, o tratamento de dados pessoais é efetuado na medida do indispensável à realização das aprendizagens por meios telemáticos», ou seja, é permitido fazer de conta que o RGPD não existe, desde que qualquer um (professor? diretor?) decida que ter imagem e/ou voz é essencial às aprendizagens telemáticas. Basicamente, um diretor ou professor poderá obrigar um aluno a não cumprir uma lei europeia.

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  3. O Estado não defende o bem público. Defende interesses privados em nome do bem público…
    O que Guinote escreveu retrata o estado geral da Nação… pelo menos, no que diz respeito, ao estado da educação.

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  4. Gostava de ver as escolas ‘desembolsarem’ os equipamentos ‘empoderados’ ao longo destes últimos anos. Mas lá está … podem já estar meios obsoletos. Há diretores a pedir aos professores equipamentos mas que … estejam ok.

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