De Volta Ao Problema “Esquecido”

Boa tarde,

Amanhã recomeçam as aulas, e eu começo as aulas às minhas sete turmas, mais de 200 alunos, com dois filhos pequenos em casa. Um que faz agora 2 anos e outro que faz 5 anos em março. No primeiro confinamento foi impossível acompanhá-los (e o mais pequeno começou a andar em março).

Agora ainda vai ser pior porque querem atenção, querem brincar, têm rotinas que vão ser sistematicamente quebradas.

Eu vou estar a dar aulas das 9h às 16h, estamos sozinhos porque me divorciei em julho. Porque não posso levar os meus filhos à escola se se encontra aberta para trabalhadores essenciais?

Porque ficamos nós desprotegidos para dar apoio aos filhos dos outros? Estou em pânico, preocupada com o próximo mês e meio, e sem saber para onde me virar.

(…)

10 thoughts on “De Volta Ao Problema “Esquecido”

  1. Ou tem de poder levar os filhos à escola como trabalhadora essencial, ou tem de poder usufruir do direito ao apoio para o acompanhamento de filhos menores de 12 anos.
    Caso contrário, é alguém elaborar um texto simples mas bem fundamentado com o qual nós inundemos os emails quer dos sindicatos quer dos partidos e governo.

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  2. Concordo. Onde estão os sindicatos? Este é um problema estritamente profissional. Há que agir. E, não só não é um problema de resolução complicada, como não custa nada.

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  3. A pandemia, com todo o seu peso indiscutível, parece ter feito esquecer questões essenciais, nomeadamente a indissociabilidade entre democracia e estado de direito. Sem a democracia não teríamos o SNS, nem a escola… Convém não confundir direitos com moral, sob pena de se degradar, aceleradamente, a segunda.

    Quando o Estado não cumpre as regras que determina, tudo é possível. Os profissionais da educação integram, hoje, o grupo dos invisíveis, ou seja, desempenham uma função essencial mas são ignorados, a que acresce o peso do incumprimento, sentido por muitos como abandono, uma vez que os conputadores pessoais foram tomados como dado adquirido e muitas vidas reduzidas a um conceito abstrato.

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  4. Tenho uma colega que vive um problema semelhante. Tem dois filhos pequenos e teve de pedir por favor ao presidente da autarquia que permitisse que as duas crianças frequentassem a creche. O homem teve a decência de compreender a situação, borrifar-se no que o desgoverno diz e anuir. Estamos a falar de um miúdo e uma miúda que vão fazer daqui a uns meses 3 anos. São gémeos.

    O marido não pode ficar em casa porque a esposa, professora, está em TT e esta tem de ficar com as crianças em casa porque não é prioritária

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  5. É simples, caríssima colega! Peça um atestado médico que ateste que não tem condições para trabalhar (porque é humana e competente… e não será a Madre Teresa de Calcutá…). Já dizia alguém sábio: “Primeiro nós e depois vós”… Cuide dos seus filhos que estão primeiro que os filhos dos outros. E cuide de si.

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