Uma Enorme Fragilidade

Hoje, ao final da tarde, na SICN, João Araújo, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, chamava a atenção para muitos dos erros que estão a ser repetidos por quem tem muitas limitações conceptuais em termos de E@D mas, muito em especial, destacou a imensa vulnerabilidade a que estão sujeitos os professores, pois as suas aulas deixaram de ser um espaço de trabalho em grupo com as turmas para se tornarem material a que pode aceder qualquer um, passível de gravação para os usos mais diversos, incluindo bullying sobre docentes, um fenómeno nem sempre tratado com a devida atenção. Se antes esse fenómeno era mais organizacional e interno às escolas, agora está literalmente em espaço aberto. E, infelizmente, há regras básicas de segurança digital que são ignoradas a toda a hora.

3 thoughts on “Uma Enorme Fragilidade

  1. Já toda a gente percebeu que estamos nas mãos de um governo de trafulhas e de mentirosos. Até a acólita do Soares diz que o Costa está moribundo. Para quê os professores andarem a representar o papel de meninos do coro que querem que tudo corra bem?! Esse é o papel da Fenprof neste momento, é também o papel dos Filintos e outros falsos moralistas. A sociedade está farta deste faz de conta. Os professores têm de ser sagazes agora e mostrar o cartão vermelho! Aposto que é esse também o anseio das famílias. Também elas sabem que este E@D é um faz de conta e que daqui não se aproveita nada. É só demonstrá-lo claramente apontando os culpados: primeiro ministro, ministro da educação e representantes dos diretores!
    Sim, eles também têm culpa. Na ânsia de tanto se encostarem ao poder andaram a dizer que estavam preparadíssimos para o ensino à distância.
    Só se fosse na capacidade de calcar o elo mais fraco do sistema de ensino porque meios técnicos não existem, preservação
    de dados e competência digital também não!
    Vacinas para os professores, nem vê-las! Direitos de trabalhadores prioritários também não!
    O Stop foi o único lúcido no meio disto tudo. A Fenprof, anda a colocar almofadinhas debaixo dos rabiosques viscosos daqueles que nos mataram para o extermínio Natal. Já morreram mais portugueses que em mais de dez anos de guerra colonial!
    Estamos cansados do cheiro a morte, de lares como matadouros, de escolas armazém e de gestões mediáticas de assuntos sérios. Não são os departamentos de imagem e markting que resolvem os problemas e que fazem o país que trabalha. Nem são eles que arranjam as soluções reais, apenas servem para estender passadeiras vermelhas aos pavões!
    Ser professor voluntarioso no meio deste pântano, mais não é que ficar imundo também!

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  2. Curiosamente, não se vê muita pressão sobre a necessidade de diminuir o número de convivas nas sessões interactivas. E isso mudaria tudo. Porque se é para fazer uma sessão síncrona expositiva para 30 alunos mais vale gravar previamente um vídeo.
    Portanto, reivindicação número um: redução do número de alunos para 10 nas sessões síncronas. Reivindicação número dois: testagem frequente e vacinação prévia dos professores no regresso à escola. Reivindicação número três: garantia da atribuição dos meios tecnológicos necessários a todos os alunos cadenciados. Reivindicação número quatro: os super-ricos que paguem a crise.

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