Eu Entendo, Nós Entendemos, A Maioria Dos Portugueses Entende, Mas Há Uma “Bolha” De Notáveis Que Desentende

Abrir as escolas com um Rt de 0,98 “ é mais do que imprudência, é quase procurar problemas sérios”

E é bom que se perceba que o “faseamento” ou desconfinamento “por concelhos” deve ter em atenção fenómenos de proximidade e mobilidade intermunicipal. Porque aqui em casa ninguém trabalha no concelho de residência.

4ª Feira – Dia 17

Já pedi para desgralhar o original, que é o que dá escrever logo às 8 da manhã.

Uma pretensa “nova” normalidade tem de assentar em novas rotinas, estabelecidas com paciência e atenção ao que funciona minimamente e o que acaba por estar apenas a criar uma desnecessária ansiedade. E quando tanto se começa a falar em “saúde mental” (de alunos, mas de igual modo de professores e encarregados de educação), é fulcral que se busque o tal equilíbrio entre o conhecido e o novo, que as “novas” rotinas tenham as tais “luzes” que iluminem o caminho, mas que o façam no entendimento de que este é um caminho diferente do que estávamos habituados a percorrer.

A Conversa De Ontem

Começou com umas imprecisões, pouco graves, na apresentação (não sou o criador do Educare) e terminou com a minha net a tropeçar em si mesma, apesar do router estar a um par de metros e não existir serviço melhor na zona que eu possa contratar. Optámos os três por um cenário de bibliofilia, sendo o meu um bocado heterogéneo. A conversa foi amena, mas nem por isso menos crítica. No título, poderia acrescentar-se que os pais também ficaram à beira de um ataque de nervos. Ou mesmo com um, dos grandes.

O Povo Tem Os Seus Momentos

Raramente coincidindo com certas “bolhas” de notáveis, que gostam de se apresentar como falando em nome do “bem comum”, até porque a vida não é a mesma. Só falta aparecerem, como o outro tipo que teve de se demitir da vacinaçáo, a dizer que quem assim pensa é tudo malta que vota no Chega.

Esmagadora maioria dos portugueses quer manter escolas fechadas

No Público Online

Eu podia ficar calado, mas não seria a mesma coisa.

Li com natural interesse e atenção a carta aberta que amanheceu esta terça-feira na comunicação social. Embora no momento em que a li já tivesse mais de duas centenas de subscritores, só o currículo conjugado da centena inicial deixa qualquer pessoa subjugada e com receio de levantar a mínima reserva ao saber, que assim fica por demais evidenciado. Só lamento que, nos casos aplicáveis, quase todos tivessem deixado de fora a qualidade que partilham comigo e que é a de também serem mães, pais e, portanto, encarregados de educação.

Apesar de intimidado, alguma destemperança natural faz-me questionar alguns dos pressupostos e propostas que se fazem em tal documento, por considerar que carecem de um necessário bom senso, que nem toda a formação académica do mundo consegue prover.