Só Mesmo Com Outro Modelo

Acho que foi ontem que vi o responsável pela equipa da Cruz Vermelha que anda pelas escolas de acolhimento a fazer testagem a dizer que tudo tem corrido muito bem (consta que não é bem assim), mas que o modelo para fazer a testagem, num contexto de reabertura das escolas deve ser outro (o que é mais do que óbvio).

Se em quase dois meses 35 equipas móveis fizeram 55.000 testes, é preciso uma enorme modificação na escala da operação. Porque isto dá menos de 10.000 testes semanais (se contarmos 6 semanas) , o que equivale acerca de 2.000 testes diários numa semana de dias úteis.

Só que, mesmo que apenas regressem o pré e o 1º ciclo, será necessário fazer 10 vezes esse número de testes antes do reinício das aulas, se contarmos alunos, funcionários e professores. Parece que há 20 milhões de euros para esse processo. Resta saber se os sabem gastar da forma mais adequada e eficaz. Em Portugal, há sempre uns “desvios” muito peculiares em relação aos projectos iniciais. No tempo e na despesa da “operacionalização”. A ver vamos, diz o míope.

4 thoughts on “Só Mesmo Com Outro Modelo

  1. Extraordinário ler em planos de desconfinamento medidas que desde sempre deveriam estar em vigor. Isto mostra o total descontrole e falta de capacidade de resposta para onde Europa tem resvalado nos últimos 50 anos. O problema não é o vírus, nem sequer a próxima de uma longa série de crises financeiras e económicas. O problema é o descontrolo e a falta de capacidade. Se olharmos para outras épocas da História em que isto aconteceu, provavelmente pensaríamos duas vezes antes de pôr os pés fora da cama amanhã. O que nos vale é a capacidade de esquecer.

    Nota à margem: quase que aposto que os negócios mais aflitos para reabrir, mesmo com todos os apoios que venham a ser dados, não terão mérito para estar abertos dentro de 5 anos.

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  2. Descontrololo total!
    A mãe tem sempre razão!
    Palha, sempre palha, estou farto de comer palha…
    A mãe é que sabe. Isto fecha tudo por um ano na Europa toda e ao mesmo tempo! Depois com as bazucas fazem-se umas empresas cooperativas para limpar florestas, oceanos e cultivar campos ao abandono. É aí que os desempregados, precários e desnecessários vão ganhar salários justos.
    É assim que vamos ver ióó ( desculpem o espirro) os Tiagos, as Arianas, os Bentos, os, Sás, os Limas, os Carvalhos, os Pereiras, os Secostas, as pipis das Peras-Altas e os “descremenados” informáticos de motosserra na mão! Trabalhinho saudável e matutino para lhes baixar o colesterol e a diarreia!
    Ô Morgado, sumítico de um raio, vê lá se hoje me arranjas umas vagens de alfarroba! Palha, sempre palha…estou farto de palha, ió!
    Claro que nas empresas cooperativas as continhas têem de ser certinhas, diárias e públicas, não vá dar aos emprendedores (ricas prendas) bazuquícos para desviar para o bolso! O seguro morreu de velho.
    Venha a alfarroba!
    Entretanto a nível mundial lançam-se novos impostos sobre o Zoom, Teams, Tick Tock, Hawey, Microsoft, Uber, Pingo Doce, Esso, Pfizer, Astrazeneca, EDP, Lidl, Uber, Continente, Classroom da Google, watsapp, Facebook. Esses guitos dos imposto são para pagar a as estatinas e ansiolíticos dos que estão em teletrabalho e para dar tempo aos pais para brincar e educar os filhos.
    Lá para Abril de 2022 abre tudo, faz-se uma party de máscaras e cada um vai à sua vidinha investir o dinheirinho que ganhou a trabalhar na limpeza das florestas, campos e praias!
    Querem melhor? Perguntem à mãe, ou arranjem-me a alfarroba porque o morgado com a mania das finesses é um unhas de fome que só dá palha!
    Ainda se me arranjasse um fato e uma camisa de motorista, isso sim é que era fino!

    Ass O Burro da Herdade do morgado

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  3. Não é só necessário um novo modelo. A crer em dados apresentados na reunião de hoje do infarmed, os testes rápidos não detectam as novas variantes. Assim sendo e atendendo ao tempo de espera de resultados, volume de testes e mais uns troços, não sei se não nós restará voltar ao esquema que tivemos até agora, com a zaragatoa.
    Pelo meu burgo desde o início do ano letivo foram submetidos a testes cerca de 160 alunos e um pouco mais de meia dúzia de professores. Essas testagens resultaram de positivos vindos do exterior, de bolhas familiares, e apenas deram origem a mais dois positivos entre alunos.
    Até não funcionou mal apesar de nem todos os contactos, em muitas situações, terem sido submetidos a testagem. Por vezes cumpriam mera quarentena profilática.

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