Os Meus Álbuns

Para quem se lembra, foi transmitido na RTP1 em 1981 e foi, à sua maneira, o meu primeiro grande concerto “ao vivo”. Mais tarde, uma década depois, vi em Alvalade o Paul Simon a solo (na fase Graceland/ The Rythm of thge Saints), mas faltava aquele pózinho mágico da dupla. O álbum duplo continua sempre à mão, mesmo adiante do One Trick Pony e do Graceland.

Fadiga Da Pandemia?

Há conceitos que estranho e não entrando A “fadiga da pandemia” é um deles. Porque tem escasso sentido. É como dizermos que estamos cansados que o sol nasça, que existam nuvens no céu, que o fogo arda. A pandemia existe, porque existe um vírus a quem parece estranho qualquer tipo de angst. Uma manifestação contra a pandemia é algo que me deixa assim como que coiso. Sim, vivemos um tempo chato, mas principalmente perigoso. E um tempo que revela até que ponto a geração Y lida muito mal com a adversidade e fica muito incomodada com as mudanças no seu lifestyle. São os mesmos que disparatam em todas as direcções se as as aulas presenciais são suspensas e acham que se morrem os velhos, isso é mal menor, desde que possam ir andar de bicicleta à vontade ao fim de semana e beber umas bicas e uns abatanados à esquina, depois de largarem os fedelhos à porta da escola. Cresceram depois do período crítico do HIV/SIDA e não tiveram de repensar nunca as suas rotinas, hábitos ou de controlar o seu comportamento perante uma ameaça que não se senta à mesa para discutir se está a ser incómoda.

Estou a ser injusto? É de propósito, porque estou farto de queixinhas de quem andou a queixar-se das queixas dos outros (basta lembrar o que muita gente escreveu e disse sobre o facto dos professores reclamarem pela falta de apoios para as aulas à distância), quando não lhes tocava a el@s nada de mau. Agora não se calam com a choraminguice.

Sábado – Dia 41

Dia 41 – Hábitos

Parecendo que estou a falar de outros assuntos, na verdade estou a falar do quotidiano que vivemos nas escolas, na Educação, seja em tempos presenciais ou remotos. Os abusos instalaram-se em várias áreas da vida escolar, tendo desaparecido quase por completo os mecanismos de defesa que antes existiam contra os desmandos locais ou centrais. Quando as leis não são suficientemente limitadoras, arranjam-se rodeios, interpretações, sofismas que preenchem as poucas margens de liberdade que restam. E de pouco servem as queixas, que cada vez são em menor número e intensidade porque, afinal, parece que voltámos a um tempo em que, com a pressão certa, “acabamos por nos habituar a tudo”. Algo que continuo a não conseguir.