4ª Feira – Dia 45

A recta final de qualquer período é marcada por todo o aparato que agora rodeia a avaliação dos alunos. O que a tecnologia poderia facilitar, a mentalidade burocrática faz por dificultar, criando múltiplos mecanismos de controlo do trabalho dos professores, de quem parece normal desconfiar-se.

6 thoughts on “4ª Feira – Dia 45

  1. É verdade! Num mundo tão digital e moderno em que se poderiam simplificar os processos, porque é isso que significa o progresso, pelo contrário há quem goste de usar esse mesmo progresso para escravizar em nome sabe-se lá do quê. Há escolas que vão ter reuniões de avaliação na quinta-feira santa até à hora do lava pés, mas que pedem que as avaliações sejam lançadas quase uma semana antes. Há escolas onde as reuniões continuam a durar 2 horas ou mais, muito porque há uma ata com 20 páginas com uma ordem de trabalhos desnecessária, mas que é para cumprir.

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  2. Toda a campanha que fizeram contra os professores vai sair muito cara a esta sociedade. Em muitas escolas faltam professores de vários grupos pelo 3.º ano consecutivo e não é só em zonas como Lisboa ou o Algarve: em muitos agrupamentos só fica colocado quem vai ao engano e não tem conhecimento dos horrores que por lá grassam. Antigamente, nas pequeninas escolas do Alentejo, existia um bom ambiente de trabalho, onde havia tempo e disposição mental para jantaradas e convívios: atualmente, por serem escolas com muitos contratados, tornam-se palco fértil para as diatribes de diretor@s que querem fazer figura junto dos seus superiores.

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  3. Tou farto desta desconfiança. Acabou…

    Dou a nota SEM qualquer justificação. No CT querem mudar mudem, fica em ata.
    O EE quer contestar, está no seu direito, meta recurso.

    Ouçam… Nós somos inimigos de nós próprios. Somos muito alinhadinhos e temos a mania que não falávamos, somos sempre super bons, infalíveis… Esqueçam isso dá azo a burnouts .

    Acabou para mim.

    Ufaaaa vou voltar ao início dos anos 90.

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  4. Custa a crer

    Custa a crer que a classe profissional mais letrada ande há anos e anos a queixar-se do mesmo e nada de substancial ( repito, de substancial) tenha sido feito.
    Custa a crer que, de forma “civilizada”, não tenham ainda tomado uma posição de conjunto, abolindo por iniciativa própria o que manifestamente é oneroso, inútil e pernicioso. A bem de todos.
    Custa a crer que tenham “medo” de tomar uma posição deste calibre. (medo de quê? de perderem o emprego?
    Custa a crer que deem ouvidos a umas “unhas de gel” ou engravatados que frequentemente aparecem pelas escolas – paus mandados ;arrivistas; de poucas letras (alguns nem o liceu fizeram); criaturas que se limitam a debitar umas tacanhices mal memorizadas sobre “legislação” e/ou “ciências” da educação, porque (coitados) p`ra mais não deram ( o que é natural).

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