Os Meus Álbuns

Mais outro álbum pop perfeito. Em apenas 33 minutos e as 10 faixas do cânone (todas em forma de bálsamo para a alma), sem remixes, feats ou coisas estendidas para encher tempo. Também tenho o Idlewild (que termina com a maravilha que é a Apron Strings) , mas este é o pináculo dos EBTG, quando ainda escreviam o nome por extenso.

A Descoberta Do Milénio

Pode andar-se anos a escrever que a escola pública anda a três velocidades e que as condições são muito desiguais, tendo tudo ficado mais grave desde a “festa” da Parque Escolar. Não se acredita, porque não se passa de um professorzeco, muito básico. Mas não há nada como uma pandemia, para haver especialistas a descobrir o tema. A análise pode estar muito certa, mas chega, no mínimo, com uma década de atraso. É por isso que continuo a achar que a Economia, para ser rigorosa, é mais História e descrição do passado do que outra coisa, muito menos uma disciplina com especial potencial preditivo, com base em torcionismos estatísticos.

Peralta Strikes Again

Agora quer tutorias e escolas de Verão para a recuperação das aprendizagens “perdidas” pelos alunos durante o período de E@D. Tamanho interesse na Educação por parte desta malta que faz muitas contas e raramente bem, deixa-me preocupado. Se as novas contas com os custos desta “solução” forem equivalentes às mirabolâncias que calculou para as perdas acumuladas por causa de umas semanas de paragem das aulas, nem vale a pena fazer qualquer verificação. Tal como aquela “carta aberta” a exigir a reabertura das escolas, gosto muito deste tipo de sugestões, de que não se faz depois qualquer acompanhamento. As escolas abriram? Fixolas, não queremos mais saber disso e muito menos verificar se as condições apresentadas foram cumpridas. Se por acaso forem mesmo aplicadas estas medidas, acham que a economista Peralta vai verificar se a coisa está a ser feita com o devido pagamento a gente com competência? Desde que entretenham a miudagem durante o Verão, até podem passar o tempo a fazer aprendizagem nas ondas do mar.

Será que estou a fazer um injusto juízo de intenções? Podem crer que sim, tirando a parte do injusto.

6ª Feira – Dia 47

E existem aquelas que são comuns a tantas outras condições, profissionais mas não só, que se relacionam com a necessidade de viver na incerteza, sem poder controlar o próprio futuro, ficando à mercê de humores alheios. E esse é um dos factores mais reconhecidos como determinantes para o aumento da desesperança e do cansaço: aquele amargo sentimento de impotência perante um futuro com que deixámos de nos identificar. Podemos de falar de muita outra coisa como determinante do stress docente (da indisciplina à pandemia da sobrecarga burocrática à incompreensão de alguns fazedores de opinião), mas, em termos pessoais, não há nada de mais desesperante e desanimador do que sentir que o nosso destino não está nas nossas mãos e, muito pior, está entregue aos desmandos alheios, de quem sabe pouco mas pode muito.