6ª Feira – Dia 68

Este vai ter poucos gostos.

Sei que é um tema estranhamente pouco consensual. Um assunto que levanta reservas, com muita gente a torcer o nariz, porque entrevê em quem o defende intenções segundas, aspirações ocultas, todo um programa que vai além do que fica explícito. A ligação à defesa de uma Ordem dos Professores é quase imediata. Mas não é necessário que assim seja. Uma profissão como a docência é das que de forma mais natural deveria exigir a existência de um código deontológico para regular o seu exercício.

9 opiniões sobre “6ª Feira – Dia 68

  1. Há um “lugar” onde os princípios que enquadram procedimentos e outros podem ser “vertidos” sem necessidade de um código deontológico que, queira-se ou não, cheira a ordem apesar de, como diz, não a implicar necessariamente. Esse lugar é o regulamento interno tantas vezes esquecido e/ou desvalorizado. E, aí, temos alguma força para “legislar”.

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    1. Regulamento interno diz respeito a normas de um estabelecimento físico material.
      A deontologia tem a ver com algo mais valorizável: pessoas.
      À ética o que é da ética!

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  2. Paulo, sou dos que defendem uma Ordem dos Professores à semelhança das que existem para ouras actividades.
    Farto-me rir quando me deparo com algumas pessoas que acham que não é necessário uma ordem profissional e depois se escandalizam e bramam porque quem não tem habilitações nem formação específica pode ser professor e ir ensinar e formar e preencher quadros de empresas de formação e ensino. Isso é o que querem muitas empresas e muitos afilhados.
    Há também aqueles que acham que não é preciso porque a deontologia é muito intimidante: sei lá!

    Já nem falo daqueles que acham que ser professor é praticar as OBRAS de MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS e (quantas vezes também as CORPORAIS) na designação que alguns de nós aprenderam na catequese de há anos.

    (Vá lá um desafio para recordar aquilo que se aprendia nos bancos da catequese…)

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  3. O preconceito anti-ordem só prejudica os docentes. Se ela existisse talvez não estevivessemos tão humilhados por todos: pais, diretores, comunicação social, ministério e governo.
    O preconceito existe porque houve um tempo em que era necessário educar em massa e recorreu-se a tudo. Foi o que se conseguiu.
    Há medos? De quê? Os que foram recrutados nesse tempo sem as devidas habilitações já se reformaram e nada têm a temer. Haverá um ou outro, mas tanto saber de experiência feito também conta.
    É evidente que a falta de uma ordem também tem contribuído para a deterioração do capital humano desta profissão e com estas bizarrias de formadores a martelo de empresas a martelo ainda será pior.
    Há que valorizar o que tem valor.

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