Não Sou O Único…

… a ter reservas sobre esta obsessão que parece ter acometido, pelo menos por cá, aquela malta do costume.

Learning loss is real and needs to be addressed, but how we go about it should be commensurate with the size of the moment.

Intimidações

Confesso que reajo muito mal quando tentam obrigar-me a fazer qualquer coisa com base na força de qualquer poder ou na ameaça de recurso a qualquer poder, sem que exista razão legítima. Não é que não esteja habituado, mas é sempre algo que desperta o mais “assertivo” que há em mim, para não usar termo mais acutilante. É a minha faceta pinheiro de azevedo. Não gosto de ser, seja em que modalidade for, “sequestrado”.

Não gosto de quem acha que pode ameaçar como forma de condicionamento da acção de terceiros. Em especial se o terceiro for eu. Dá-me logo uma travadinha daquelas. Muito menos quando envolvem aspectos críticos da minha conduta como professor e da minha preocupação com o bem-estar dos alunos. Ai, vocelência ameaça que se vai queixar “ao ministério”? Então, vá e depressa, que eu fico sentado à espera e vamos ver quem leva fica a arder no final. Porque, em muitos caos, quem é menos capaz do lado da parentalidade é quem mais gosta de exigir aos outros tudo e mais uma bota de sola cardada. Irritam-me este tipo de atitudes, em especial porque sei que funcionam em mais situações do que o desejável.

A culpa, para além da má educação e prepotência de bullies? A forma como muita gente vai recuando, para evitar chatices e aquela atitude sempre muito dúbia dos poderes na Educação em relação à autoridade profissional dos docentes. Há sempre por ali uma insinuação de incompetência, insensibilidade ou “falta de formação” para isto ou aquilo. Vem de longe, mas nunca parou, apenas se maquilhando em alguns momentos para cativar apoios para outras causas. Mas a verdade é que há quem ache que “o ministério” é amigo de quem se queixa dos professores, com ou sem razão. O professor é aquele que, coitado, muitas vezes não faz melhor porque não sabe, não tem formação específica, não tem em conta os contextos e depois precisa que lhe ensinem a não discriminar, a não ser um agente do racismo sistémico, de um paradigma de reprodução das desigualdades e isso tudo por aí adiante. Quem ameaça com “o ministério” sente que tem as costas quentes. Ora, coma consciência tranquila, eu lixo-me profundamente para quem assim age. E não me coíbo de o transmitir.

Afinal, quantos são?

5ª Feira

Sabemos que uma relação humano-pedagógica entrou na sua velocidade de cruzeiro quando todos os envolvidos já aprenderam a conhecer as respectivas idiossincrasias. Não deve apenas o professor conhecer os seus alunos para além do que dizem os papéis, mas a estes também é muito útil reconhecerem os estados de alma daquele, mesmo em tempos de máscara. Porque tudo se torna mais fácil.