9 thoughts on “Mantenho O Que Escrevi Há 7 Anos

  1. Viva o 25 de Abril!

    Uma boa maneira de
    comemorar o 25 de
    Abril é
    comemorando-o. Isto
    é, lembrá-lo na
    companhia de
    outros. Ainda há muitas pessoas
    vivas que se lembram bem do 25 de
    Abril. Não do 24 ou do 26 de Abril.
    Não do que se seguiu. E não do que
    não se seguiu mas poderia — ou
    deveria — ter-se seguido.
    As únicas pessoas que importa
    ouvir sobre o 25 de Abril são
    aquelas que o fizeram. Não são
    muitas. Para comemorar o 25 de
    Abril é preciso primeiro
    lembrarmo-nos de quem o fez.
    Depois é preciso agradecer a
    estas pessoas concretas e
    indesmentíveis e fáceis de
    encontrar o facto de terem feito o 25
    de Abril. É preciso lembrar a
    coragem que foi necessária para
    fazer o 25 de Abril. É preciso
    lembrarmo-nos dos riscos e dos
    perigos que essas pessoas correram.
    Essas pessoas são heróis de
    acordo com qualquer definição de
    heroísmo. É preciso fazer ver à
    grande multidão que não se lembra
    do 25 de Abril quais são essas
    pessoas e tudo aquilo que lhes
    devemos, por causa do 25 de Abril.
    É preciso respeitar essas pessoas.
    Incrivelmente só vejo desrespeito,
    ignorância acintosa, alheamento
    arrogante e um relativismo
    grosseiro que resvala para o
    narcisismo e para a birra petulante.
    A outra maneira de comemorar o
    25 de Abril é deixarmos de dar
    pancadinhas nas nossas próprias
    costas. Basta lembrarmo-nos da
    facilidade e da longevidade com
    que se implantou a ditadura que o
    25 de Abril teve de derrubar.
    E basta-nos olhar para tudo
    aquilo que falta fazer — e para tudo
    aquilo que andou para trás — para
    que a democracia portuguesa
    corresponda minimamente às
    esperanças de justiça social que
    animaram os heróis que fizeram o
    25 de Abril.
    Mas 25 de Abril foi um grande dia
    — o dia da liberdade —
    independentemente do que
    aconteceu ou não aconteceu
    depois.

    Miguel Esteves Cardoso (público)

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  2. Nas escolas andou tudo para trás a partir de Sócrates, esse paladino de integridade e verdade.
    O sistema de gestão passou a ser autocrático, os bufos passaram a ser medalhados, os currículos floreados, os professores escravizados e empalados com difamação nos media. Esgotados pela papelada e pelo trabalho de bastidor tornaram-se sacos de boxe de pais, diretores, alunos, jornalistas e de todo o gato sapato. Roubaram-lhes tempo de serviço e capturaram-lhes impostos para pagar os desfalques feitos pelos belos gestores da coisa pública. Tornaram-se precários até aos 60 e alvo de chacota ao arrastarem os pés e as maleitas pelas salas de aula até aos 100! A liberdade e o respeito deixaram de existir, agora executam cabisbaixos e sem criatividade e entusiasmo todas as modinhas pedagógicas que enchem as pacotilhas de alguns iluminados das pseudo ciências da educação.
    No fundo quem mais perdeu foram os alunos. Conteúdos pela rama devido aos folclores da legislação metralhada constantemente sem cravos e apenas com ferraduras. Hábitos de falta de estudo adquiridos pelo facilitismo vigente, segregação e falta de igualdade de oportunidades porque os que podem pagam explicações para aprenderem mesmo e os que não podem crescem a acreditar que tudo se pode fazer sem esforço e sem trabalho acreditando num futuro brilhante aos comandos de uma vassoura.
    A escola tornou-se pois o mundo da noite mais negra onde o cansaço e o medo imperam, tal como no dia 24 do mês de Abril.

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    1. O modelo de gestão das escolas foi criado por Sócrates e pelos seus lacaios.
      Naturalmente as criaturas, a que chamam diretores, são herdeiros da corrupção, do tráfico de influências e da vergonha que continua a assombrar o país. Expliquem- me por que tantos (cds, psd, pcp, be e até o PS!!!) se manifestam contra Sócrates e MANTÊM nas suas criaturas e criações?
      Eu respondo. São iguais ao “artista”, mas melhores ainda a enganar.

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      1. Totalmente de acordo! Melhores a enganar com jogadas, discursos ocos cheios de clichets e com rebuscadas leis.
        Enoja sobretudo a retórica verborreica onde se refugiam. Eles são os intocáveis! Aquelas múmias ambulantes como Ferro, César, Estrela, etc acham-se verdadeiros senadores! Naquelas caras de peixe com boca se limpa-fundos fazem a lavagem julgando que pelas palavras são o farol daqueles que consideram mentecaptos/povão!
        Então não fazem auto-crítica? Não dizem onde estão os podres?! Não, porque estão instalados e com um papel assumido: limpa-fundos de aquário.

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  3. Não é preciso o regresso do Estado Novo para por fim a esta direita que nos governa com o apoio dos partidos de esquerda. O decalque do toque de democracia cristã que caraterizava o EN está presente agora com o discurso de aparência social de manutenção da desigualdade como fado de certos grupos pelas pequenas dádivas ao jeito de pão e circo. Elas garantem os votos e a manutenção do status quo que abre portas para o corporativismo das elites na base dos amigos e dos boys. Os grandes bancos e os grandes negócios ligados ao aparelho são prioritários. Tudo em nome do empreendedorismo que só vale se houver dinheiro de bazucas para ir para o bolso dos amigalhaços.
    Que raio de salgalhada é esta em que vivemos onde o trabalho honesto não é valorizado nem devidamente pago? Só se faz a extorsão dos que sempre pagaram todas as crises e exaltam-se os “empreendedores” da mama?
    Isto é o quê?
    Liberdade de pensar existe.Valha-nos isso! Já a de de voar, a de crescer e a de dizer estão mais comprometidas. A gaivota, a papoila e a criança estão amputadas, há que dizê-lo com toda a frontalidade bebendo um copo de leite com groselha vermelha da cor dos cravos em pleno Rossio!

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