Manuais

Felizmente, este ano no 2º ciclo não tenho de participar em nenhum processo de escolha de manuais. Espreitei os do 7º de História, por curiosidade. O texto original emagrece, enquanto as imagens e os “documentos” aumentam. Parece que já não há pens, mas há aqueles dossiers imensos cheios de coisas certamente muito úteis, em especial se forem em suporte digital e não em árvores derrubadas. Há caixotes empilhados por todo o lado e será para aí pouco mais de meia dúzia de disciplinas a adoptarem novos manuais, que agora devem obrigatoriamente trazer assinaladas referências às aprendizagens essenciais e ao sacrossanto perfil. Só falta mesmo trazerem as efígies, não dos certificadores científicos, mas dos pais e mães do 54 e do 55.

Se as plataformas de recursos podem servir para desempatar dúvidas, não me lembro, desde que há net, de escolher um manual com base naquela parafernália de planos de aula, planificações, orientações e transversalizações em cadernos autónomos ou folhas do tal dossier, que agora fazem bem dois terços do volume do “pacote”.

E olhem que eu gosto mesmo de papel impresso. Mas em tamanha dosagem, provoca reacção mais adversa do que a vacina a muita gente. E tenho pena de quem tem de produzir tudo aquilo, porque há coisas que acabam por nos embrutecer, se não tomarmos os devidos antídotos.

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