10 thoughts on “Vem Aí Confusão

  1. Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação

    Venho por este meio solicitar que autorize o regresso imediato do Povo ao regime de ensino a distância. É certo que pode prejudicar a saúde mental dos petizes. No entanto, repare nos benefícios que proporciona:

    1— Uma melhoria substancial dos resultados a Matemática, uma disciplina tradicionalmente difícil;
    2— Uma melhoria da prestação das alunas do sexo feminino (convém precisar), contribuindo assim para a diminuição do Gap entre sexos que se verifica no ensino presencial;
    3— Uma melhoria do resumo dos resultados nas escolas do Norte, o que permitiu esbater as desigualdades territoriais;

    Senhor ministro, este ensino requer meios condizentes com a sua nova dignidade e com os os resultados que produz? Certamente, mas o que serão esses custos comparados com o dinheiro que se desbarata diariamente em todo o tipo de compadrios e corrupções? A garantia de termos uma geração capaz de pagar as reformas de função pública, não é motivo suficiente para que prossigamos na busca de um ensino cada vez mais eficaz para esta geração de não vacinados? Haverá algum sindicato que se negue a deglutir um prato tradicional da cozinha transalpina na presença de um ministro que tome esta medida? Alguma comissão Parlamentar usará colocar em causa a bondade e equidade de tal desiderato? Algum partido se oporá a um entendimento numa área tão pouco dada a albergar polémicas?

    Peço-lhe pois que autorize o labor de meia dúzia de neurónios que se possam debruçar com proveito sobre a presente problemática.

    Saudações e um cordial

    Joaquim da Coxa
    (autarca não acusado e empresário não indiciado)

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  2. Caro Coxa

    Permita-me que, do alto da minha nulidade, faça eco das suas palavras.
    Adivinho que alguns levantarão obstáculos ao seu pedido por considerarem que o ensino a distância tende a alargar o fosso entre as classes sociais, feito que não se deseja numa verdadeira escola de cariz socialista. A esses, venho lembrar que é mais difícil a um rico entrar no paraíso montado num camelo, depois de passar pelo buraco de uma agulha, do que a um pobre obter um diploma que ateste a conclusão do ensino obrigatório. A razão é muito simples: os ricos não têm memória, como temos constatado nas audições parlamentares. Ora, sem memória não há ensino que resulte. O ensino a distância acabará por não fazer grande diferença neste domínio.

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  3. Amigo Coxa

    Perdoe a impertinência de um simples burro, mas não queria deixar de ajuntar às suas razões uma quarta que não é totalmente despicienda. De facto, com os catraios remetidos ao ensino a distância, poderíamos contar com a sua colaboração na lavoura enquanto ouvem as lições dos mestres nos tabletes que os chineses generosamente para nós construíram. Isso permitiria prescindirmos de mão-de-obra estrangeira que vem criando desequilíbrios no mercado habitacional da planície.

    Rosmaninho
    (auxiliar de transporte de bens indiferenciados e filósofo)

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  4. Se estas ideias ficassem só na alcateia….
    Sr. Se Costa a escola está doente porque o sr. a está a matar!
    A culpa não é dos professores.
    A flexibilidade, a inclusão não dão frutos sãos. Agora ainda quer juntar ao cabaz mais um fruto podre? Isso nem parece coisa de escuteiro! Tem é de praticar uma boa ação diária. As suas têm sido todas más!
    Quer que um nobody como eu lhe diga as boas ações que tem de fazer?
    Aqui vai.
    1.Construir escolas novas, funcionais e equipadas.
    2.Substituir o regime ditatorial dos diretores por um colégio pedagógico com gente academicamente e pedagogicamente válida.
    3.Colocar cada macaco no seu galho, ou seja, professor de moral na missa, professor de ginástica no ginásio, professor de trabalhos oficinais na oficina, professor primário na primária, professor de português na sala de aula e biblioteca, professor de ensino especial não existe, é falácia ( curso de 6 meses especializa em quê?)…Psicólogo no consultório, assistente social na segurança social, mas estes devidamente articulados com os diretores de turma e conselho pedagógico.
    4.Acabar com disciplinas da treta para formatar mentes e perder tempo, ex. Cidadania e Desenvolvimento, Poder Local…Área escola/Projeto.
    5.Reforçar disciplinas do saber, do fazer e do ser!
    6.Deixar de avaliar professores a olhómetro: ver resultados obtidos em exames nacionais (poucos e bons) atendendo ao meio social, prestação de provas nas áreas científica e pedagógica.
    7.Obrigar as escolas a reduzir os planos anuais de atividades com mais de 100 eventos do género cerimónias de cortes de fitas, tempos de antenas de presidentes da câmara, escolas got talents, arraiais de continuos, jogos de futebol entre solteiros e casados. Proporcionar sim ações sobre segurança, apresentações de livros, palestras sobre saúde, treino de primeiros socorros, mas tudo articulado com os conteúdos, pertinência e utilidade. Sem corte de aulas e desautorização dos professores. Arraiais fazem-se nas praças, raids, nos escuteiros, política nas assembleias.
    8.Inserir nos quadros de escola com respeito pela graduação os prfessores contratafos devidamente qualificafos.
    9.Proporcionar salários justos, subsídios de mobilidade e de residência para os que no início de carreira têm de se deslocar.
    10.Apostar mais na higiéne escolar.
    Mas nada disto serve de muito se primeiro não se fizer o seguinte:
    1.Criar estabilidade nas famílias.
    2.Criar empregos com salários justos.
    3.Proporcionar horários de trabalho que permitam aos pais acompanhar e brincar com os filhos.
    4.Vigiar seriamente os pais no cumprimento das normas de alimentação, sono, contacto com internet por parte dos educandos.
    5.Criar uma boa tede de saúde para as famílias.

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  5. Se estas ideias ficassem só na alcateia….
    Sr. Se Costa a escola está doente porque o sr. a está a matar!
    A culpa não é dos professores.
    A flexibilidade, a inclusão não dão frutos sãos. Agora ainda quer juntar ao cabaz mais um fruto podre? Isso nem parece coisa de escuteiro! Tem é de praticar uma boa ação diária. As suas têm sido todas más!
    Quer que um nobody como eu lhe diga as boas ações que tem de fazer?
    Aqui vai.
    1.Construir escolas novas, funcionais e equipadas.
    2.Substituir o regime ditatorial dos diretores por um colégio pedagógico com gente academicamente e pedagogicamente válida.
    3.Colocar cada macaco no seu galho, ou seja, professor de moral na missa, professor de ginástica no ginásio, professor de trabalhos oficinais na oficina, professor primário na primária, professor de português na sala de aula e biblioteca, professor de ensino especial não existe, é falácia ( curso de 6 meses especializa em quê?)…Psicólogo no consultório, assistente social na segurança social, mas estes devidamente articulados com os diretores de turma e conselho pedagógico.
    4.Acabar com disciplinas da treta para formatar mentes e perder tempo, ex. Cidadania e Desenvolvimento, Poder Local…Área escola/Projeto.
    5.Reforçar disciplinas do saber, do fazer e do ser!
    6.Deixar de avaliar professores a olhómetro: ver resultados obtidos em exames nacionais (poucos e bons) atendendo ao meio social, prestação de provas nas áreas científica e pedagógica.
    7.Obrigar as escolas a reduzir os planos anuais de atividades com mais de 100 eventos do género cerimónias de cortes de fitas, tempos de antenas de presidentes da câmara, escolas got talents, arraiais de continuos, jogos de futebol entre solteiros e casados. Proporcionar sim ações sobre segurança, apresentações de livros, palestras sobre saúde, treino de primeiros socorros, mas tudo articulado com os conteúdos, pertinência e utilidade. Sem corte de aulas e desautorização dos professores. Arraiais fazem-se nas praças, raids, nos escuteiros, política nas assembleias.
    8.Inserir nos quadros de escola com respeito pela graduação os prfessores contratafos devidamente qualificafos.
    9.Proporcionar salários justos, subsídios de mobilidade e de residência para os que no início de carreira têm de se deslocar.
    10.Apostar mais na higiéne escolar.
    Mas nada disto serve de muito se primeiro não se fizer o seguinte:
    1.Criar estabilidade nas famílias.
    2.Criar empregos com salários justos.
    3.Proporcionar horários de trabalho que permitam aos pais acompanhar e brincar com os filhos.
    4.Vigiar seriamente os pais no cumprimento das normas de alimentação, sono, contacto com internet por parte dos educandos.
    5.Criar uma boa tede de saúde para as famílias.

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    1. É a peça que falta na engrenagem no controle total dos professores pelos aparelhos partidários: carreira, tal como está; diretores eleitos como são; gestão totalitária dos currículos (fingindo que são modernos… ). O que se assistiu por estes dias foi uma campanha montada na imprensa contra a Escola Pública e, ao contrário do que se julgue, o SE Costa entra nesta dança… Não será por acaso que tudo isto aparece em Maio, no risco das matrículas, e que o ME , que é todo contra rankings, continua a fornecer os dados para que eles apareçam…. O velho ódio do PS contra os professores está bem vivo e recomenda-se… O SE Costa lançou a isca para ver como morde o peixe… Passar o recrutamento de professores para o beneplácito dos directores, e, por inerência, das senhoras autarquias será a jogada final para a domesticação completa da classe docente. Os professores não o devem permitir: seria demasiado grave!

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  6. É inaceitável que os filhos das elites continuem a não conseguir trabalhar na escola onde pretendem fazê-lo.

    Mais ainda quando o conseguem facilmente na autarquia, no ministério ou na direção geral que bem entendem.

    É uma injustiça.

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  7. Ainda não repararam que a estratégia destes canalhas é exatamente igual à da famigerada mlr, mandava publicar notícias falsas para suportar crimes que tinha em agenda contra os professores?
    Foi assim para suportar o FASCISTA (com as letras todas) modelo de gestão ou a destruição do ECD.
    Os seus sucedâneos estão agora no poder, querem instalar a corrupção nas colocações de professores e para abrir caminho lançam o anátema dos rankings para diminuir o ensino público.
    Tudo com requintes de malvadez, idêntica à da criatura rodrigues, mandando publicar rankings e afirmando-se contra eles!!!!!!!
    Como se fossem contra o consumo de drogas e as mandassem distribuir!!!!!

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