Domingo

Um velho campo de batalha é o do concurso de recrutamento de professores, que gente com poder ao longo dos anos no campo da decisão política e da comunicação mediática tem apresentado como inadequado por ser desadequado, não responder às necessidades específicas das escolas e necessitar de ser “flexibilizado”. 

(…) Parece uma evidência de bom senso, até chegarmos à parte em que seja necessário definir uma métrica para avaliar tal “vocação”. Ou, em alternativa, a determinar quem define quem alguém tem essa “vocação” e quem não a tem. Vivendo em Portugal há 56 anos e conhecendo a realidade do “factor c” (de “conexão”, “contacto”, “conhecimento”), resta-me piscar o olho, como num velho sketch dos Monty Python e acrescentar “say no more, say no more”.

10 thoughts on “Domingo

  1. Desta gente espera-se tudo. Tudo o que fazem é sempre pior do que o mau que eu possa já estar a temer. A Maria de Lurdes saiu, mas deixou ervas daninhas que conseguem destruir, a cada dia, a escola pública. É assustador!

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  2. Não entendo o que quererá ele dizer, ou que caminho quererá abrir!
    Já se experimentou esse modelo (ofertas de escola bem manhosas!) e extinguiu-se por ser injusto e, até, vergonhoso!! Irão voltar atrás? Aplicou-se uma PACC (e nem me quero recordar! Recusei-me a fazê-la e fiquei sem poder concorrer, levando com 3 no ano seguinte!!) e também se extinguiu. Irão voltar atrás?
    Mas que raio querem eles?

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  3. Colocar os filhos, dos já não cabem em gabinetes e assessorias, para apresentarem algum currículo, para outros voos e os diretores e sistema estarem tranquilos, sem qualquer oposição!

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  4. Ou nos queixamos de que a profissão docente está muito desvalorizada, ou acusamos o governo de promover uma rede de compadrio. As duas coisas são contraditórias. Porque quereria o presidente da junta meter, por cunha, os afilhados numa profissão da treta?
    Por outro lado, os concursos nacionais têm eles próprios imensos problemas e estão muito longe de garantir níveis mínimos de equidade. Há pessoas que vêm para aqui queixar-se quase todas as semanas disso.
    Estou desconfiado de que o problema é mais profundo do que o modelo concurso.
    Hoje em dia nem o sufrágio universal dá garantias de idoneidade.

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