Em 2018

É muito interessante regressar a este estudo comparativo de 2018. Pré-pandemia. Até porque se inventou uma nova necessidade de estudar o tema e alcançar conclusões mais adequadas a programas de “capacitação”. Nada que nenhum grupo de trabalho escolhido a dedo não consiga demonstrar.

ICILS 2018 – PORTUGAL
LITERACIA EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO

(…)

Os professores portugueses foram os que indicaram ter uma experiência mais longa na utilização de tecnologias digitais, quer para «Preparar as aulas» (94% dos professores) quer para «Dar aulas» (87% dos professores).

Em Portugal, a «falta de computadores eficientes» e a «largura de banda ou velocidade de internet insuficiente» são os problemas associados à insuficiência de recursos informáticos com repercussões no ensino e na aprendizagem de TIC, assinalados por maior número de professores coordenadores de TIC (respetivamente, 77% – 30 pontos percentuais acima da média internacional – e 76% – 25 pontos percentuais acima da média internacional).

Como Se Apaga A Luz

O texto do post abaixo foi usado pelo João Jaime Pires no seu mural, com a devida identificação. A historiadora e diva mediática Raquel Varela usou um dos parágrafos e atribuiu-o ao JJPires (que o teria escrito em comentário a qualquer coisa do Público), em prosa onde prometia fazer um livro sobre o que deve ser a escola pública das utopias. Na boa… sem problema. Acontece. Algumas pessoas apontaram-lhe a falha. Eu fui lá deixar o link e recomendar que no tal livro tenha cuidado com o uso das fontes. Nada de mais.

Encrespou-se toda, como aconteceu há muitos anos, quando lhe enviei um comentário sobre o primeiro livro que publicou. Quase me assustei, só de imaginar. Disse a doutora Varela que o JJPires tinha copiado o texto sem indicar a origem, o que não é verdade. Os professores não-superiores são cuidadosos nessas coisas. Encrespou-se mais e em vez de corrigir o que escreveu. Se calhar, ainda lhe sai novo texto a desancar-me por ter escrito aquilo de que ela gostou, pensando ser de outra pessoa. A responder-me escreveu algo sobre este ser um país pequeno e com invejas. Concordo.

Mas, garanto-vos, a doutora Varela está completamente fora do meu curtíssimo círculo de invejas. E só escrevo isto, porque desatei à gargalhada porque dei pelo desaparecimento da publicação, quando estava a responder a uma colega que não havia qualquer necessidade de qualquer pedido de desculpas. Ou então fui apenas bloqueado por ter escrito que se ela tem 30 livros, eu também tenho mais de 20 e não falo só de capítulos em obras colectivas. Ou para não ver as futuras respostas dela. Podia impedir-me de comentar e eu até entendia, sou um gajo chato. Mas decidiu que era melhor que eu nem pudesse ler-lhe as pérolas [actualização: já consigo ler novamente a coisa, mas não estou para perder mais tempo]. Eu sei que há pessoas muito “rigorosas” que citam textos conforme quem os escreve. Se é a pessoa “certa” ou a errada. E eu estou quase sempre do lado dos errados.

(e ainda há quem se queixe de uns bloqueios aqui no blogue em relação a um par de pessoas que me fizeram bem pior do que chamar a atenção para as fontes e me chame nomes furibundos, enquanto endeusa censoras nos seus comentários…)

Domingo

Os professores não devem declarar-se cansados sob risco de serem logo lembrados que se estão assim tão mal é porque estão velhos e devem dar lugar aos mais novos (quais? os que se afastaram da docência na última década?), que se calhar são uns preguiçosos sem vocação que só dão aulas porque não sabem fazer outra coisa (acusação sempre ali debaixo da pele para diversos cronistas com poiso certo na comunicação social) e que deveriam era pensar em tanta gente que tem muito menos e não se queixa (argumento nuclear da tese do nivelamento pela mediocridade das aspirações da maioria).