Agoram Imaginem…

… que quando o Santana Lopes era presidente da CML se sabia terem sido passadas informações acerca de manifestações anti-Bush e anti-guerra do Iraque. Ou que era um qualquer outro autarca não geringonceiro (desta 2ª geração, mal disfarçada) a informar a administração Trump de algo equivalente.

A medida da hipocrisia mede-se em especial nestes momentos, quando certas puridades ficam caladinhas ou relativizam e assobiam para canto, dizendo que há uma lei do tempo dos filipinos que diz que se pode fazer não sei o quê, mesmo que nada nela diga isso. Ou argumentam que outros também fizeram (olha-me o Portas na Venezuela e tal!), como os meninos no pátio depois de roubarem os berlindes aos colegas ou espreitarem debaixo das saias da mariazinha.

(o mesmo se passa com o comissário presidente dos eventos dos 50 anos do 25 de Abril, com uns a dizer que já houve parecido como se fosse razão de legitimação e outros a dizerem que não, que no tempo deles era assim, mas com menos tempo e meios…)

Erro Lamentável Ou Procedimento Totalmente Habitual?

Alguém mente e percebe-se claramente quem é. Porque se era procedimento comum em 2019, não se pode agora dizer que é um erro lamentável ou atirar culpas para uma lei de 1974 descoberta a preceito. Isto cheira tanto a “ranço” que até enjoa.

“Não podia ter acontecido”. Fernando Medina pede desculpa por “erro lamentável” da Câmara de Lisboa

Perante o protesto e o pedido de esclarecimento dos ativistas, o gabinete de Fernando Medina explicou que “avisar as embaixadas dos países” era um “procedimento totalmente habitual” e apresentou ainda outros exemplos.

6ª Feira

Trata-se, neste caso, da cooptação para “participar”, para “fazer parte”, para “ajudar a construir a solução” em grupos onde está garantida uma larga maioria de elementos com a posição dominante, que se pretende que seja a apresentada como “consensual” ou resultante de um “compromisso entre diferentes vozes”. E quem aceitou ser cooptado fica na situação ingrata de assinar algo com que, em larga escala, garantia não estar de acordo, ou assumir uma ruptura e perder “outras oportunidades” de “fazer parte” e sentir que “a sua voz foi ouvida”.