As Minhas Séries

E fiz a colecção de cromos e fiquei anos sem arranjar o 209, o penúltimo da caderneta. Porque me lembro disto? Não me perguntem, pois posso já estar naquela fase em que não me lembro de vestir as calças, mas recordo sem dramas o que se passou no dia em comi caracóis pela primeira vez em petiz (por acaso, não me lembro).

Gosto De Estudos

Mesmo quando discordo deles. Em vez de ver a 213ª antevisão do Portugal-França, fiz uma selectiva recensão crítica com cerca de 10.000 caracteres ao que o Edulog apresentou hoje e mandei para o Público, a ver se dá para ficar online, porque em papel sei que não dá.

Na apresentação pública, foi curioso ver uma pessoa que há uns bons anos, quando lhe falei desta metodologia, torceu logo o nariz e falou nas suas ,limitações (com as quais cada vez concordo mais), mas agora já aparece a aplaudir as conclusões e tal. O aroma de negócio é mais forte do que qualquer convicção fraca.

E Melhores Alunos? Com Melhores Condições Em Casa?

Voltamos à discussão da treta acerca do que são “melhores” professores. Algo que muda de acordo com preconceitos ideológicos, manias pessoais ou interesses de grupos de pressão.

Os bons professores fazem bons alunos, mas grupos de bons alunos também não ajudam a ser-se bom professor? Que indicadores são considerados? Apenas os resultados em exames ou final de período? E o que dizer do insucesso que resulta do puro absentismo ou ostensivo desinteresse?

E um bom professor consegue contrariar um mau ambiente escolar ou más condições de trabalho? Ou um sistema que define que só 5% podem ser excelentes? Mas, se a excelência está oficialmente definida como residual, qual o estímulo para todos serem excelentes? E terão sido esses excelentes definidos pela add os que são mesmo os mais excelentes entre os excelentes?

Se todos os docentes tivessem o impacto dos melhores colegas, os resultados dos alunos podiam subir. Estudo da Edulog mediu pela primeira vez o efeito que um professor tem no desempenho dos estudantes das escolas públicas.

4ª Feira

Quando encontro alguém assim, para além da admiração e maravilhamento natural que me despertam, tendo a fazer um papel de consciência má sempre que acho que a pessoa em causa já está em situação de clara sobre-exploração por parte do chico-espertismo de outras. Mas é uma tarefa difícil, porque ensinar a dizer um simples “não”, mesmo na sua versão mais tímida (porque funciona muito melhor um rotundo “Não!”), a quem tem boa índole e nem se apercebe do quanto estão a abusar dessa forma de estar, exige mais arte do que a necessária ao Visconde de Valmont para levar a Madame de Tourvel a ceder à tentação dos sentidos.